Naruna Costa foi premiada com o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no 54º Festival de Cinema de Gramado por sua atuação no filme 'Pele de Rinoceronte', destacando-se em um dos principais eventos do cinema nacional.
Filha de lavradores alagoanos, Naruna atribui sua formação pessoal e artística à influência de sua família, que a ensinou sobre a importância do trabalho e da perseverança, refletindo em sua carreira marcada pela valorização de suas origens.
O filme, que aborda o assassinato de Ângela Diniz e suas repercussões sociais, não apenas reconta o crime, mas também discute questões como machismo e desigualdade, evidenciando a relevância do tema na sociedade contemporânea.
A atriz Naruna Costa levou para casa um dos principais prêmios do cinema nacional ao conquistar o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no 54º Festival de Cinema de Gramado. O reconhecimento veio por sua atuação no longa-metragem Pele de Rinoceronte, um dos destaques da edição deste ano do mais tradicional festival de cinema do país.
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Por trás da trajetória de sucesso da artista há uma história que também passa por Alagoas. Naruna é filha de Cleonice Santina de Lima, alagoana, e do mineiro Agnaldo Divino Costa. Ambos são lavradores e tiveram papel fundamental na formação da atriz, que vem construindo uma carreira marcada pelo talento e pela valorização de suas origens.
"Meus pais foram lavradores e com eles eu aprendi que quando você trata bem a terra, o que a gente planta, dá. E quando conseguimos plantar uma semente, se ninguém for lá destruir, ela vai vingar. E esse prêmio pra mim significa isso, uma boa vingança."
Nascida em São Paulo, Naruna sempre destacou a influência da família em sua formação pessoal e artística. A herança nordestina, trazida pela mãe alagoana, esteve presente desde a infância, contribuindo para a construção de sua identidade cultural e de sua visão de mundo.
No filme Pele de Rinoceronte, que lhe garantiu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, Naruna recebeu elogios da crítica pela intensidade e profundidade de sua interpretação. A premiação reforça o prestígio da atriz no cenário audiovisual brasileiro e coloca em evidência uma história de superação e dedicação que tem raízes em uma família de trabalhadores rurais.
O filme
Pele de Rinoceronte é um drama inspirado no crime brutal que culminou no assassinato de Ângela Diniz (Camila Lucciola), um caso que chocou o Brasil em 1976. Na trama, os caminhos de uma jornalista (Débora Falabella), de uma advogada (Naruna Costa) e da própria Ângela se cruzam por conta da tragédia.
Ao apresentar diferentes pontos de vista sobre o mesmo acontecimento, o filme ultrapassa a superfície da investigação para retratar problemas estruturais como o machismo e a desigualdade social. Mais do que recontar o crime, a obra examina as consequências do feminicídio para as mulheres envolvidas e reflete sobre uma realidade que continua presente décadas depois.
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