Nordeste

Filha de Raul Seixas diz que ainda chora ao lembrar do pai 30 anos após sua morte

Folhapress | 21/08/19 - 11h01 - Atualizado em 21/08/19 - 11h17
Arquivo Pessoal

Vivi Seixas tinha apenas oito anos quando seu pai, Raul Seixas, o baiano também chamado de pai do rock nacional, morreu, em 21 de agosto de 1989, em decorrência de uma parada cardíaca. Passados 30 anos, ela diz que a saudade amenizou com o tempo, mas ainda não consegue evitar o choro ao lembrar dele. 

"Não é uma recordação tristeza, mas com amor e saudade. Me emociono ouvindo as músicas. Não tem um dia que não lembro dele ou que não me lembram. Seja entrando num táxi em que a música dele está tocando no rádio ou ao ouvir o nome dele dentro de uma padaria, ou com um bebezinho usando a blusinha do Raul", afirma a DJ.

Fruto do relacionamento de Raul Seixas com Kika Seixas, Vivi conviveu pouco tempo com o pai, mas recorda um show feito por ele, que acompanhou Canecão, quando ainda tinha seis anos: "Eu estava na parte de cima e quando ele entrou no palco eu gritei: 'Papai!', mas eu era bem pequenininha. É o único show do qual eu lembro."

Em 2013, Vivi fez uma homenagem musical ao pai, o CD "Geração da Luz". O nome da obra é o mesmo de uma música escrita por Raul e por Kika Seixas. A DJ reuniu registros a capela, e depois fez uma mixagem. Entre os ritmos escolhidos, estão o hip hop, rock, drum and bass, deep house, entre outros.

Detentora dos direitos autorais da obra de Raul Seixas junto com as irmãs -Simone, fruto do relacionamento dele com Edith Wisner, e Scarlet, do relacionamento com Glória Vaquer-, Vivi afirma que, em dois anos, deve chegar ao mercado uma cinebiografia do cantor, dirigida por Paulo Moretti.

AMOR PELAS BARBAS

Entre as lembranças de infância que Vivi guarda está a paixão pela barba do pai. Segundo ela, Raul Seixas costumava passar as mãos da filha e sua barba como brincadeira. "Ele dizia que era para eu nunca me esquecer dele. Agora, isso me lembra muito um conforto. Lembro da textura da barba dele", diz a DJ.

Outro momento marcante, foi quando o pai lhe fez uma surpresa no colégio. "Ele apareceu no meio da aula. Eu desci para o pátio e ficamos embaixo de uma árvore bem grande conversando".

Mas também houve broncas que marcaram Vivi e são recordadas após 30 anos: "Teve um dia que fiz uma malcriação com a minha mãe. Estávamos eu, meu pai, minha mãe e o [cantor e compositor] Marcelo Nova na hora do almoço. Meu pai me deu uma bronca e me deixou super sem graça na frente de todo mundo", conta.