O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse que não participará do debate da TV Bandeirantes no próximo domingo (18).
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À imprensa, ele afirmou que sua equipe técnica estuda sua participação no último debate antes do segundo turno, que é realizado pela TV Globo. O evento está marcado para 23 de outubro nos Estúdios Globo, no Rio, após o Jornal Nacional. No primeiro turno, ele e seu principal adversário, Lula, não participaram de nenhum confronto.
Perguntado pela imprensa ele respondeu que "não está previsto esse debate domingo". "Estamos analisando, quem vai dar a palavra final vai ser a minha equipe técnica de um último debate."
Um dos coordenadores da campanha de Lula, o senador Camilo Santana (PT-CE) disse hoje que o petista iria no debate da Band, mesmo sabendo que Flávio havia cancelado sua participação. "Já confirmou a sua participação no debate da Band que vai ocorrer em São Paulo. Queria saber por que o candidato adversário não quer debater sobre o futuro do Brasil. A gente espera que ele consiga ir e confrontar as ideias e ver a diferença dos projetos que estão sendo colocados ao povo brasileiro."
Segundo a assessoria da Band, "o debate da Band está mantido". "Caso um dos candidatos não compareça, o púlpito ficará vazio."
As duas campanhas sinalizaram que participariam de debates na reta final. Flávio chegou a confirmar presença no último confronto antes do primeiro turno, mas desistiu após decisões judiciais obrigarem a TV Globo a convidar Renan Santos (Missão) e proibirem a emissora de deixar o púlpito que seria de Lula vazio.
O senador chegou a chamar Lula de "fujão" e disse que queria debater com o petista.
Já o candidato à reeleição afirmou que era a favor dos confrontos no segundo turno. "Agora é tête-à-tête. Agora é um contra um. É cada um poder explicar qual é o debate", afirmou Lula a aliados.
O candidato do PL tem previsto dois atos no próximo domingo para mobilizar a militância. Um na avenida Paulista, às 11h, e outro em Minas Gerais, no período da tarde.
Flávio falou com a imprensa após evento em que o MDB anunciou apoio a sua candidatura. Segundo o presidente do partido, Baleia Rossi, 17 dos 27 diretórios apoiam a eleição do candidato do PL. Os outros dez grupos defendem a reeleição de Lula.
Flávio comenta fim da escala 6x1
Questionado se mudou de opinião sobre a votação do fim da escala 6x1 por orientação de seu pai, Jair Bolsonaro, o senador negou. Flávio disse que já discutia sobre a mudança no posicionamento e atribui ao fato de que a "balança pende mais de um lado do que do outro".
Para o candidato, a votação da proposta de emenda constitucional deveria ocorrer após o segundo turno das eleições. Ele não deu detalhes também, caso seja eleito, sobre quais devem ser as regras que ele defende para implementação de uma nova jornada de trabalho.
O senador disse que não conversou ainda com a bancada do partido sobre qual deve ser a orientação. "Não conversei ainda com o [Rogério] Marinho, ou com o líder [Carlos] Portinho no Senado. Estou numa campanha presidencial, mas, assim, deixei minha opinião e acredito que vai ser a opinião que vai ser seguida pela maioria das pessoas", afirmou.
A mudança de posição ocorreu hoje pela manhã após Flávio visitar seu pai. O argumento, segundo ele, é porque é o desejo da "maioria dos trabalhadores brasileiros". A pauta foi encampada pela esquerda e ganhou força após adesão do presidente Lula.
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