Um motorista de aplicativo em Marechal Deodoro escapou de uma tentativa de assalto na madrugada de segunda-feira, quando foi abordado por três passageiros, incluindo uma mulher que solicitou a corrida, que tentaram sequestrá-lo. Ele conseguiu fugir após uma luta com os assaltantes, que ainda danificaram seu veículo antes de escapar a pé.
O motorista relatou que um dos homens o ameaçou com um objeto pontiagudo, possivelmente uma faca, causando escoriações leves em seu pescoço. A mulher que solicitou a corrida permaneceu em silêncio durante a ação, e os assaltantes tentaram levar o carro junto com o motorista.
Após o incidente, o motorista acionou a polícia, mas foi orientado a procurar uma delegacia devido à ausência de flagrante. Ele também denunciou a conta utilizada para solicitar a corrida à plataforma Uber, buscando medidas para impedir o uso da conta pelos criminosos, mas ainda não recebeu retorno da empresa.
Ainda era madrugada quando um motorista de aplicativo ligou o carro para começar mais um dia de trabalho no município de Marechal Deodoro. Por volta das 5h desta segunda-feira (17), a corrida que iniciava a rotina de transportar pessoas, terminou em uma tentativa de assalto e em uma fuga pela própria vida.
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Na tela do aplicativo um nome feminino solicitava a corrida que o motorista iria aceitar. Quando chegou ao local de embarque, próximo ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Marechal Deodoro, a passageira entrou no veículo acompanhada de dois homens.
A viagem seguia normalmente até chegar às imediações do povoado Pedras. Foi quando, segundo o motorista, o passageiro que estava atrás dele segurou seu pescoço e encostou um objeto pontiagudo.
“Eu senti assim meio que querendo furar, beliscando no meu pescoço. Eu senti que era uma coisa pontiaguda”, contou.
O objeto, segundo o trabalhador, aparentava ser uma faca. Ele ainda ficou com escoriações leves no pescoço, provocadas pela pressão da ponta durante a tentativa de contenção.
Ainda segunda o relato, os suspeitos queriam levá-lo junto do carro.
Depois de encostar e desligar o veículo, o trabalhador afirma que recebeu ordens para passar para o banco traseiro. Ele retirou o cinto, mas continuou segurando o braço do homem que mantinha o objeto contra seu pescoço.
O outro passageiro, que estava no banco da frente, também teria tentado impedir a reação do motorista. A mulher que solicitou a corrida permaneceu em silêncio durante a ação.
Com a porta aberta, o motorista percebeu uma oportunidade para escapar. Ele conseguiu puxar o braço do homem que o segurava, avançou para fora do veículo e correu.
O suspeito ainda conseguiu agarrar a camisa do trabalhador, que acabou rasgada. Já do lado de fora, os três passageiros desceram do carro e fugiram a pé pelas ruas do povoado Pedras.
Antes de fugir, um deles teria usado o mesmo objeto para furar o pneu do carro.

“Foi tudo ou nada”
A fuga aconteceu em poucos segundos. Depois de conseguir se afastar do veículo, o motorista correu até a pista e conseguiu chamar a atenção de outro condutor que passava pelo local.
O motorista do outro carro parou para ajudá-lo e, utilizando o telefone dele, os dois acionaram o 190.
Apesar do pedido de socorro, o motorista afirma que recebeu a orientação para procurar uma delegacia, sob a justificativa de que os suspeitos já não estavam no local e não havia situação de flagrante.
Ele afirma que ainda pretende registrar um Boletim de Ocorrência. Após o episódio, preferiu voltar para casa, ficar com a família e ter um tempo para assimilar o que havia acontecido antes de procurar a delegacia.
Corrida também foi denunciada à plataforma
O motorista também denunciou a conta utilizada para solicitar a viagem. Segundo ele, o objetivo é que a plataforma tome providências e impeça que a conta continue sendo utilizada.
“Eu denunciei a conta da pessoa, da mulher, para que a empresa tomasse alguma providência, bloqueasse, para não usar mais essa conta”, relatou.
Ele também fez o relato pelo sistema de atendimento da plataforma, utilizando os dados da própria corrida para informar o que aconteceu. Até a publicação desta reportagem, segundo o motorista, ele ainda não havia recebido um retorno sobre as providências adotadas pela empresa.
* Estagiária sob supervisão
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