Fraudes em concursos: dois presos em operação têm ligação com crimes semelhantes

Publicado em 18/08/2026, às 07h36
Divulgação/MPAL
Divulgação/MPAL

Por TNH1 com Ascom MPAL

A Operação Babet, realizada em Alagoas e Pernambuco, resultou na prisão de três indivíduos envolvidos em uma organização criminosa que fraudava concursos públicos, indicando uma rede de atuação mais ampla do que se pensava inicialmente.

As investigações revelaram que os suspeitos utilizavam diversas estratégias para manipular certames, incluindo o concurso da Guarda Civil Municipal de Rio Largo, com o objetivo de favorecer candidatos específicos.

Além das prisões, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, e o material coletado será analisado para identificar novas provas e conexões entre os envolvidos, aprofundando a investigação sobre as fraudes.

Resumo gerado por IA

As investigações que desencadearam a Operação Babet, nesta terça-feira (18), em Alagoas e Pernambuco, indicaram que a atuação da organização criminosa pode não ter ocorrido de forma isolada. Dois dos investigados que tiveram a prisão decretada já teriam sido recentemente envolvidos, em Pernambuco, em inquérito relacionado à suposta prática de crimes semelhantes, de fraudes em concursos públicos. Três foram presos nesta manhã.

A ação dos Ministérios Públicos dos Estados de Alagoas (MPAL) e Pernambuco (MPPE) busca combater o grupo especializado em burlar certames para garantir vantagens indevidas.

Além dos três mandados de prisão, oito ordens judiciais de busca e apreensão foram cumpridos em municípios dos dois estados. Uma prisão aconteceu em Rio Largo e as outras em Camaragibe e Igaraçú, municípios de Pernambuco.

A investigação

As apurações apontam que os envolvidos teriam se utilizado, de maneira reiterada, de diferentes estratégias e mecanismos para fraudar os concursos, com o propósito de interferir na lisura dos certames e favorecer determinados candidatos.

Entre os concursos sob apuração está o destinado ao provimento de cargos da Guarda Civil Municipal de Rio Largo, município alagoano. Os Ministérios Públicos buscam esclarecer de que forma a organização teria atuado, identificar todos os envolvidos e reunir elementos que permitam dimensionar a extensão das fraudes.

Durante as buscas, dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais de interesse investigativo foram apreendidos. O conteúdo será submetido à análise técnica, e os investigados presos passarão pela oitiva do MPAL, com apoio especializado do Núcleo de Gestão da Informação.

“A análise do material apreendido deverá contribuir para a identificação e sistematização de novas provas, além do aprofundamento das informações já reunidas no curso da investigação. A expectativa é de que os dados e os depoimentos também possam revelar outras conexões entre os investigados e esclarecer a dinâmica utilizada pela organização para a prática das fraudes”, explicou o promotor de Justiça Kleber Valadares.

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