Futebol mundial movimenta R$ 50 bilhões na janela; Brasil fatura quase R$ 1,1 bi

Publicado em 03/09/2026, às 13h32
Manchester City anuncia a contratação do marroquino Ayyoub Bouaddi - Divulgação / Manchester City
Manchester City anuncia a contratação do marroquino Ayyoub Bouaddi - Divulgação / Manchester City

Por Dani Blaschkauer / Folhapress

A janela de transferências pós-Copa do Mundo movimentou US$ 9,89 bilhões, estabelecendo um novo recorde histórico e refletindo um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025, com 11.968 jogadores negociados.

Os clubes europeus dominaram as transações, com destaque para a transferência de Enzo Fernandez do Chelsea para o Manchester City, avaliada em R$ 871,8 milhões, enquanto o Brasil registrou um superávit de US$ 85 milhões nas transferências internacionais.

Portugal foi o principal destino dos jogadores brasileiros, com 20% das exportações, e os clubes brasileiros buscaram 318 jogadores, principalmente de Portugal, Colômbia e Argentina, com o Flamengo e o Vasco realizando contratações recentes.

Resumo gerado por IA

O mercado da bola mundial movimentou US$ 9,89 bilhões (R$ 50,4 bilhões) somente na janela de transferência depois da Copa do Mundo, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (3) pela Fifa.

O número é um novo recorde na história do futebol mundial, sendo 1,5% maior do que no mesmo período de 2025.

Este montante foi movimentado com a negociação de 11.968 jogadores (há ainda 607 transferências que estão para serem concretizadas).

Os números bilionários passam obrigatoriamente pela Europa, que abre a sua principal janela de transferência justamente no meio do ano e é onde estão os clubes mais ricos do mundo.

A negociação mais cara desta janela aconteceu entre dois times ingleses. O Chelsea negociou o volante argentino Enzo Fernandez para o Manchester City por R$ 871,8 milhões.
Não à toa os cinco países que mais contrataram jogadores de fora são daquele continente: Inglaterra, Espanha, Portugal, França, Alemanha. E ainda quatro deles (Inglaterra, Espanha, França e Portugal) foram os que mais venderam atletas para o exterior. O único intruso dos top 5 neste quesito é o Brasil.

BRASIL

O futebol brasileiro negociou neste meio de ano 525 jogadores para o exterior e trouxe 318, obtendo um superávit. Entraram US$ 212 milhões (R$ 1,08 bilhão) e saíram US$ 127 milhões (R$ 648,5 milhões).

O número, porém, é bem abaixo do recorde obtido em 2025. No ano passado, o país obteve com vendas US$ 460 milhões (R$ 2,3 bilhões), mas também gastou muito mais: US$ 241 milhões (R$ 1,2 bilhão).

O número de atletas que foram contratados do exterior por clubes brasileiros é ainda o menor desde 2022, data em que a Fifa divulga seus dados.

PARA QUEM O BRASIL MAIS EXPORTOU

Portugal foi o destino principal dos jogadores brasileiros nesta janela levando cerca de 20% dos atletas negociados: 117.

Em segundo e terceiro lugares aparecem países com quase nenhuma tradição no esporte: Tailândia (38) e Malta (26). Japão e Emirados Árabes empatam na quarta colocação (19).

Com exceção de Portugal, nenhum destes países entra na lista daqueles que mais desembolsaram. Dos US$ 212 milhões, praticamente um quarto foi pago pelos ingleses: US$ 57,3 milhões.

Itália (US$ 28,6 milhões), Ucrânia (US$ 26 milhões), Portugal (US$ 14,6 milhões) e Estados Unidos (US$ 12,4 milhões) lideram a lista.

REFORÇOS BRASILEIROS

Portugal também foi o destino em que os times brasileiros mais buscaram jogadores: 67 dos 318 jogadores.

Depois os reforços vieram de Colômbia (18), Argentina e Espanha (15) e Japão (13). Nos últimos dias, por exemplo, o Flamengo contratou um argentino do River Plate e um equatoriano do futebol belga, enquanto que o Vasco repatriou um brasileiro do futebol sérvio.

Destes países, quem mais viu a cor do dinheiro brasileiro foram os argentinos que arrecadaram US$ 40,2 milhões, seguidos por Inglaterra (US$ 22,1 milhões), Estados Unidos (US$ 19,2 milhões), Portugal (US$ 8,85 milhões) e Bélgica (US$ 6,5 milhões).

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