George Clooney expressou preocupação com a fusão entre Warner e Paramount, temendo que a consolidação de grandes empresas resulte em demissões no setor cinematográfico.
O ator também defendeu a liberdade de expressão de Mark Ruffalo, que criticou a fusão e levantou questões sobre a responsabilidade da família Ellison em relação a conflitos no Oriente Médio.
As declarações de Ruffalo geraram reações de grupos como o Simon Wiesenthal Center, enquanto ele argumentou que suas críticas não são antissemitas, mas sim direcionadas a ações governamentais e empresariais específicas.
O ator George Clooney diz ter receio de que profissionais percam seus trabalhos em razão da fusão entre Warner e Paramount.
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"Não sei como isso vai dar certo. Há tantas questões envolvidas", disse ele, em uma entrevista coletiva no Festival de Veneza, que começa nesta terça-feira (2). O ator receberá o Leão de Ouro durante a mostra de cinema.
"Não importa quanto dinheiro você tenha; vai ser muito complicado de se fazer. Então, minha opinião sobre a fusão é: sempre fico preocupado quando grandes empresas se consolidam, porque isso geralmente significa que muitas pessoas perdem seus empregos. Essa é a verdade."
O artista disse apoiar o direito do ator Mark Ruffalo de fazer críticas sobre a fusão. "Acredito na liberdade de expressão mesmo quando discordo totalmente dela. Isso é importante, certo? Na verdade, faz parte do funcionamento de uma democracia."
Ruffalo é um crítico ferrenho da fusão entre as duas empresas. Ele já afirmou que a família Ellison, ligada à Oracle e à Paramount, tinha responsabilidade pela situação dos palestinos e mencionou relações da empresa de tecnologia com o Exército de Israel. A Paramount respondeu acusando o ator de recorrer a "estereótipos antissemitas" em meio a uma disputa empresarial.
As declarações provocaram reações de grupos como o Simon Wiesenthal Center e o Creative Community for Peace. Um grupo de profissionais do setor também criticou a associação entre a negociação empresarial e questões envolvendo judeus, antissionismo e antissemitismo. Ruffalo rebateu, dizendo que críticas ao governo de Israel, a contratos militares ou a executivos não equivalem a ataques contra judeus.
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