Alagoas

Governador volta a falar em fechamento do comércio; 'se ocupação hospitalar subir muito'

Ana Carla Vieira e Paulo Victor Malta | 24/02/21 - 10h41 - Atualizado em 24/02/21 - 12h00
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"Eu tenho lutado muito para não fechar mais os setores produtivos do estado, para não fechar a economia. Mas é fundamental que empresários, que o cidadão alagoano compreendam que a gente não pode ver superlotar os hospitais. Se a taxa de ocupação subir muito, não nos restará outras alternativas". A fala é do governador Renan Filho, durante a assinatura da ordem de serviço para as obras de construção da Base Descentralizada do Samu e do Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira (24).

De acordo com o governador de Alagoas, a situação no estado ainda não é como a de Pernambuco, Ceará, Bahia e Goiás, por exemplo, que estão com altas taxas de ocupação nos hospitais e já anunciaram medidas mais rígidas de isolamento social.

"Se os hospitais não tiverem mais condições de atender às pessoas, temos que reduzir o índice de adoecimento, e isso só é feito com isolamento, não tem outra regra. A gente precisa criar as condições em Alagoas para que isso não aconteça aqui também. Estamos tendo muito menos mortes do que tivemos na primeira onda, mas tivemos semana passada 70 mortes. Isso é muito significativo, são 10 mortes por dia", frisou Renan Filho. 

"O crescimento da doença é proporcional  à quantidade de aglomerações. De maneira que eu faço um grande apelo ao cidadão. Nós temos tido no Brasil inteiro crescimento de casos de Covid, crescimento de ocupação hospitalar, colabore com medidas de distanciamento, evite eventos, evite lugares que você não tem obrigação de ir. Não se pode fazer festa familiar sem máscara, não pode fazer reunião com amigos sem máscara", apelou o governador. 

Ele falou também sobre a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os estados possam comprar vacinas por conta própria

"O STF autorizou, se tiver vacina à venda nós vamos comprar. O problema é que não tem vacina no mercado, é um produto escasso. A gente precisa ter produção. Nós provisionamos recursos para garantir a compra. Graças a Deus, neste momento Alagoas tem a condição de fazer isso. Eu espero que a gente tenha vacina. É preciso imunizar a nossa população, pelo menos para reduzir a condição do vírus de se deslocar pelo estado".