Grávida de 4 meses é encontrada morta e carbonizada em ES; ex foi preso em flagrante

Publicado em 15/10/2026, às 13h53
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Por Terra

O corpo carbonizado de Juliana Paulo Pinto, uma mulher grávida de quatro meses, foi encontrado em Cachoeiro de Itapemirim após seu desaparecimento de dois dias, levando à prisão de seu ex-companheiro e uma mulher por suspeita de feminicídio.

A investigação revelou um histórico de conflitos e ameaças entre Juliana e seu ex-companheiro, além de imagens de monitoramento que contradizem a versão dos suspeitos sobre seus deslocamentos na noite do desaparecimento.

Os suspeitos foram autuados por ocultação de cadáver e a Polícia Civil solicitou a prisão temporária deles por feminicídio e aborto sem consentimento, aguardando a análise do Poder Judiciário para os próximos passos.

Resumo gerado por IA

O corpo de uma mulher grávida de quatro meses foi encontrado carbonizado na área rural de Cachoeiro de Itapemirim, a cerca de 140 km de distância de Vitória (ES), nesta quarta-feira, 14. Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, estava desaparecida havia dois dias. O ex-companheiro dela, de 31, e uma mulher, de 24, foram presos em flagrante por suspeita do crime.

De acordo com a Polícia Civil, Juliana desapareceu na madrugada da última segunda-feira, 12. O atual companheiro da vítima procurou as autoridades para comunicar o sumiço da jovem. No dia seguinte, familiares dela trouxeram informações de histórico de conflitos entre ela e o ex, além de relatos de ameaças anteriores.

Durante a investigação, os policiais reuniram imagens do sistema de monitoramento da cidade que permitiu a reconstrução dos últimos deslocamentos da vítima e do casal suspeito. O registro aponta movimentações de um veículo relacionado ao caso durante a madrugada do desaparecimento. 

Ainda segundo a polícia, as imagens contrariam a versão apresentada por um dos suspeitos sobre seus deslocamentos naquele período. Em um dos registros, às 3h09, é possível ver o carro seguindo sentido bairro Marbrasa, após buscar Juliana no bairro Aeroporto.

Em outra imagem, de 3h14, uma mulher aparece no banco de trás do carro, enquanto o veículo entrava no bairro Zumbi. As autoridades suspeitam que era a gestante. 

“A análise de imagens de videomonitoramento de um posto de combustíveis permitiu identificar o veículo relacionado à investigação abastecendo e, em seguida, seguindo em direção à região rural de Monte Líbano, onde o corpo da vítima foi encontrado”, afirmou em nota o delegado Felipe Vivas, titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim.

No local onde o corpo foi encontrado carbonizado, a equipe de investigação também localizou um chinelo da vítima, além do galão de combustível usado no crime. As circunstâncias da morte e os demais elementos reunidos estão sendo apurados pela equipe da DHPP.

“O caso é investigado sob a hipótese de feminicídio, além de outros crimes. As diligências prosseguem para esclarecer a dinâmica dos fatos e reunir elementos para a conclusão do inquérito policial. Outras informações não serão divulgadas neste momento, a fim de preservar o andamento das investigações”, concluiu o delegado.

O casal foi autuado em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e encaminhado para o sistema prisional, onde segue à disposição da Justiça. A Polícia Civil também representou pela prisão temporária dos dois investigados pelos crimes de feminicídio e aborto sem consentimento. O pedido seguiu para análise do Poder Judiciário.

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