Homem finge ser técnico do Grêmio e é preso por dar golpe em jogadores

Publicado em 02/09/2026, às 10h06
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Por CNN Brasil

Um homem foi preso em Itaperuna, Rio de Janeiro, por aplicar golpes em jogadores do Grêmio e Internacional usando perfis falsos de WhatsApp para se passar pelo técnico Luís Castro, resultando em investigações sobre estelionato e falsa identidade.

O golpista abordou quatro atletas do Grêmio, incluindo Walter Kannemann e José Enamorado, solicitando doações para cestas básicas, totalizando R$ 22,5 mil, e tentou realizar uma segunda transferência de R$ 50 mil, que não foi concluída.

A operação, chamada Falso 9, foi realizada em conjunto pelas polícias do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e revelou que o suspeito já tinha histórico criminal e utilizava contas de terceiros para movimentar o dinheiro obtido com as fraudes.

Resumo gerado por IA

Um homem foi preso por usar perfis falsos em aplicativos de mensagens para aplicar golpes em jogadores dos times de futebol gaúchos Grêmio e Internacional. Ele foi detido em Itaperuna, no Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (2).

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações apontam que o suspeito utilizava perfis falsos em aplicativos de mensagens para se passar pelo técnico português de futebol Luís Castro.

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Luis Castro foi usado por criminoso para golpe (Crédito: Divulgação/Grêmio)

Ação foi realizada em conjunto entre as polícias do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, durante a Operação Falso 9. O principal alvo foi preso em flagrante com munições e será investigado pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e falsa identidade.

Golpe contra jogadores do Grêmio

As investigações começaram após quatro atletas do elenco profissional do Grêmio serem abordados por um número de telefone registrado em nome e utilizando a fotografia de Luís Castro para se passar pelo técnico.

Um dos jogadores que recebeu a abordagem foi o zagueiro Walter Kannemann. O falso técnico teria enviado uma mensagem orientando o atleta a chegar mais cedo ao centro de treinamento para “bater um papo”.

O golpista ainda manteve contato durante dias com o atacante José Enamorado, em que conversava sobre rotina, família e desempenho nos treinamentos. Depois de estabelecer uma relação de confiança, pediu que o atleta mantivesse a comunicação em sigilo diante dos demais companheiros.

Segundo a investigação, o suspeito afirmou que ajudava um grupo social do Rio de Janeiro por meio da doação de cestas básicas e perguntou se o atleta gostaria de contribuir.

O pedido era para a compra de 300 cestas básicas, a R$ 75 cada, totalizando R$ 22,5 mil. O golpista enviou uma chave Pix e informou que a conta pertencia a uma suposta responsável pela instituição.

Uma primeira tentativa de transferência foi barrada pelo limite diário da conta do jogador. No dia seguinte, 7 de maio, o atleta conseguiu realizar o pagamento da quantia por Pix.

O dinheiro foi enviado para uma conta controlada pela organização criminosa e, na sequência, o suspeito enviou uma suposta confirmação de recebimento das cestas básicas.

Ainda no mesmo dia, o criminoso tentou obter uma quantia maior. Ele afirmou que outro atleta, que estaria fora do Brasil, também queria contribuir com 600 cestas básicas, no valor de R$ 50 mil, e pediu que Enamorado adiantasse o pagamento.

A segunda transferência não foi concluída porque o valor novamente ultrapassava o limite diário de movimentação bancária. Os outros jogadores do Grêmio abordados pelo perfil falso não chegaram a efetuar pagamentos.

Outros jogadores foram procurados

A investigação aponta que o número utilizado pelo golpista também manteve contato com outros jogadores de futebol de expressão nacional e internacional, vinculados a clubes brasileiros e a uma equipe do futebol europeu.

A apuração da CNN Brasil confirmou ainda uma tentativa de contato com Andrés D'Alessandro, ex-jogador do Internacional. A abordagem, porém, não resultou em golpe.

Além de atletas, o número também teria sido utilizado para entrar em contato com um artista brasileiro de grande popularidade.

Segundo a Polícia Civil, o levantamento indica que o suspeito fazia um mapeamento sistemático de potenciais vítimas no meio esportivo e artístico.

Dinheiro passava por contas de terceiros

De acordo com a investigação, os valores obtidos com as fraudes eram inicialmente depositados em contas de moradores de Itaperuna, cidade em que a prisão foi feita, antes de chegar ao investigado.

As autoridades também identificaram que o suspeito possui passagens por clubes de futebol, o que, segundo a investigação, ajudava na aproximação com atletas. Ele já havia sido preso em flagrante em 2024 por um crime semelhante.

O nome da operação faz referência ao termo “falso 9”, posição do futebol em que o jogador atua de maneira diferente daquela que aparenta ocupar em campo. A expressão foi usada em alusão à falsa identidade adotada pelo suspeito para se passar por técnico.

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