Homem morre ao tocar gaita no velório do melhor amigo

Publicado em 26/05/2026, às 10h04
Foto: Acervo pessoal
Foto: Acervo pessoal

Por Estado de Minas

A amizade de mais de 40 anos entre João Sebastião Gularte Correa e Gentil Scapini teve um desfecho trágico em Ibirubá (RS), quando João faleceu enquanto tocava gaita no velório de Gentil, que havia morrido um dia antes após lutar contra o câncer.

A forte ligação entre os amigos, que se conheciam desde a infância e compartilhavam momentos musicais, foi destacada por familiares, que ressaltaram a importância da música em suas vidas e a alegria que isso trazia a Gentil.

Ambos foram sepultados no mesmo cemitério da comunidade onde cresceram, e suas famílias lamentam a perda, com João deixando esposa e filhos, enquanto Gentil deixa uma grande família, incluindo netos e um bisneto.

Resumo gerado por IA

Uma amizade construída ao longo de mais de quatro décadas terminou de forma comovente em Ibirubá (RS). João Sebastião Gularte Correa morreu na última quinta-feira (21/5) enquanto tocava gaita no velório do melhor amigo, Gentil Scapini, atendendo a um último pedido deixado por ele antes de morrer.

Gentil faleceu na quarta-feira, aos 78 anos, após enfrentar um câncer. Antes da morte, pediu à família que João, amigo de infância e companheiro de décadas, fizesse uma homenagem musical na despedida. 

Durante o velório realizado na Capela Mortuária de Ibirubá, João começou a tocar gaita – como é chamada a sanfona ou acordeon no Rio Grande do Sul – enquanto o corpo de Gentil era preparado para o translado até a comunidade de Pinheirinho, no interior do município. Por volta das 10h, durante a homenagem, João sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu no local.

“Foi a emoção do momento, era uma amizade de muito tempo, eles viviam juntos desde pequenos no interior”, relatou o filho de João, Rafael Correa, em entrevista ao jornal Zero Hora.

Os dois amigos moravam na comunidade rural de Pinheirinho e compartilhavam uma ligação que atravessou décadas. Além da convivência diária, a música ocupava um espaço importante nessa relação.

Segundo familiares, era comum que se encontrassem para tocar gaita, especialmente durante datas comemorativas e encontros entre amigos. “A alegria dele era ver o João tocando gaita”, contou a nora de Gentil, Leodete da Silva Scapini ao portal de notícias gaúcho. 

Familiares afirmam que João não apresentava problemas de saúde e era conhecido por ser uma pessoa querida pela comunidade. Irmão do músico Ernesto Nunes, ele mantinha uma forte ligação com a música, algo que também fazia parte da amizade com Gentil.

O amigo era lembrado pela participação ativa na comunidade. “Gentil se dedicava à comunidade. Era uma pessoa alegre, com muitos amigos, parceiro e participativo”, disse Leodete.

Os amigos foram sepultados no mesmo cemitério da comunidade onde cresceram e construíram a amizade. João deixa esposa, três filhos e três netos. Gentil deixa esposa, três filhos, sete netos e um bisneto.

Gostou? Compartilhe