Homem que matou a própria mãe espancada é condenado a mais de 19 anos de prisão por feminicídio no Rio

Réu agrediu a vítima de 70 anos após discussão sobre uma possível internação para tratamento contra dependência química; MPRJ vai recorrer para aumentar a pena

Publicado em 29/07/2026, às 10h26
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Por O Globo / Rio

Igor Gomes Moraes Alves foi condenado a 19 anos, dois meses e nove dias de prisão pelo feminicídio de sua mãe, Lúcia Regina Gomes Alves, e pelo furto de seus pertences, com o Ministério Público do Rio de Janeiro buscando aumentar a pena.

O crime ocorreu em junho de 2021, após uma discussão sobre internação em clínica de reabilitação, onde Igor agrediu a mãe, que tinha 70 anos, em um contexto de violência doméstica.

Igor foi preso em flagrante no mesmo dia do crime e, apesar de alegar insanidade mental, sua defesa foi rejeitada; o MPRJ planeja recorrer da decisão para aumentar a pena imposta.

Resumo gerado por IA

O Tribunal do Júri condenou Igor Gomes Moraes Alves a 19 anos, dois meses e nove dias de prisão pelo feminicídio da própria mãe, Lúcia Regina Gomes Alves, de 70 anos, e pelo furto de pertences da vítima. A decisão foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que informou que o réu foi condenado por todas as qualificadoras e causas de aumento de pena sustentadas pela acusação. A Promotoria, no entanto, recorrerá da dosimetria da pena para buscar o aumento da condenação.

O Tribunal do Júri condenou Igor Gomes Moraes Alves a 19 anos, dois meses e nove dias de prisão pelo feminicídio da própria mãe, Lúcia Regina Gomes Alves, de 70 anos, e pelo furto de pertences da vítima. A decisão foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que informou que o réu foi condenado por todas as qualificadoras e causas de aumento de pena sustentadas pela acusação. A Promotoria, no entanto, recorrerá da dosimetria da pena para buscar o aumento da condenação.

De acordo com o MPRJ, o crime ocorreu em junho de 2021, no apartamento de Lúcia, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Formado em Direito, Igor havia sido preso por tráfico de drogas e foi libertado após a mãe pagar sua fiança.

Segundo a denúncia, horas após deixar a prisão, ele discutiu com a mãe por conta de uma possível internação em uma clínica de reabilitação. Durante a briga, passou a agredi-la com socos e chutes no rosto, mesmo depois de ela já estar caída no chão. Depois do homicídio, ainda furtou uma bolsa com documentos, dinheiro e outros pertences da vítima.

O Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar e teve como vítima uma mulher idosa de 70 anos, circunstâncias que configuraram o feminicídio e contribuíram para o agravamento da pena.

Relembre o caso

Igor foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. Segundo a Polícia Civil, após matar a mãe, ele deixou o apartamento da vítima e foi para o imóvel onde morava, também na Barra da Tijuca, em um condomínio de alto padrão. Os agentes o encontraram dormindo. No local, ainda acharam uma mala com documentos de Lúcia e cerca de R$ 600 em espécie.

Durante as investigações, Igor confessou o crime. Em depoimento à Justiça, afirmou que matou a mãe após ela insistir em interná-lo para tratamento contra a dependência química. A defesa alegou que ele sofria de insanidade mental e buscou afastar a responsabilidade penal, tese rejeitada pelo Tribunal do Júri.

Com a condenação, o MPRJ informou que recorrerá da pena aplicada, por entender que a sanção fixada deve ser aumentada.

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