Saúde

Infectologista aponta apatia da população como um dos agravantes ao avanço de doenças

Confira a quarta e última reportagem da série 'Os perigos do Aedes aegypti', da TV Pajuçara

08/07/16 - 20h00 - Atualizado em 08/07/16 - 21h08
Reprodução

Há mais de 30 anos, o infectologista Celso Tavares trabalha diretamente com os reflexos causados pelas epidemias das doenças provocadas pelo Aedes aegypti. Segundo ele, uma luta que seria mais eficiente senão fosse pela falta de compromisso da maioria da população.

“Eu vibrei de emoção quando vi as pessoas indo às ruas defender o Ministério da Cultura. Mas por que ninguém briga pelo Ministério da Saúde? Para que as secretarias estaduais e municipais funcionem de forma efetiva, por que não obstruímos ruas, estradas. Pra mim, a doença mais grave é a nossa incapacidade de se indignar com isso”- desabafa o médico.

O diagnóstico constatado pelo infectologista é um problema social. “Tem aí uma outra doença que acho muito mais grave que dengue, zika e chikungunya. É a nossa apatia” - lamenta.

Uma apatia que começa quando um proprietário de um terreno o deixa abandonado. Ambiente perfeito para a reprodução do mosquito.

A educadora de beleza, Adriana Serbim, sabe bem o que o descuido pode causar. A família inteira contraiu doenças porque os criatórios do mosquito literalmente moravam ao lado de casa nesse terreno abandonado.

A quarta reportagem da primeira parte da série “Os perigos do Aedes aegypti”, mostra como a falta de mobilização pode contribuir para o agravamento das doenças transmitidas pelo vetor. Assista: