Influencer Eduardo Razuk é preso por lavagem de dinheiro em MS

Publicado em 19/08/2026, às 12h29
Reprodução Instagram
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Por Redação

O youtuber e influencer Eduardo Razuk, de 32 anos, foi preso nesta terça-feira (18) durante uma operação da PCMS (Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul) que investiga lavagem de dinheiro, exploração ilegal de loteria e associação criminosa. No total, quatro pessoas foram presas.

Eduardo é investigado na Operação Rodas da Sorte por rifas realizadas em suas redes sociais para sortear veículos de luxo. 

Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca domiciliar, sendo quatro em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, quatro no estado da Paraíba e três no estado do Rio de Janeiro. Um irmão do influenciador está entre os presos.

Eduardo e o irmão dele, identificado como Rafael Rezende da Silva, de 36 anos, foram presos em Campo Grande. Um suspeito de 43 anos foi preso em João Pessoa, na Paraíba, e o último, de 46, foi preso no Rio de Janeiro.Também foi determinado o sequestro de 22 veículos de alto padrão e dois relógios de luxo, além do bloqueio de cinco imóveis e de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias dos investigados.

As investigações apontam indícios de que o influenciador digital promove as rifas de forma ilegal há pelo menos sete anos.

Segundo a apuração, os valores obtidos por meio dos sorteios eram usados para lavar dinheiro em conjunto com empresas do Rio de Janeiro e da Paraíba.

Há indícios que a empresa no Rio de Janeiro é responsável por realizar os sorteios para influenciadores digitais investigados por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

As ações foram realizadas pela polícia por meio da D.E.R.C.C. (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos) com apoio da DENAR (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), DEFURV (Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos), DERF (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) e GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros).

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do Estado da Paraíba também prestaram apoio à ação.

Em nota, a defesa do influenciador, representada pelo advogado Tiago Bunning, afirma que os sorteios realizados são legais. Confira nota completa:

"Ainda não temos acesso à investigação e à decisão judicial, mas podemos antecipar que os sorteios realizados são legais. A operação respeita todo o regramento específico do setor, não havendo qualquer irregularidade. Após ter acesso ao procedimento podemos prestar novos esclarecimentos.”

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