Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã, intensificando a tensão após o fim do cessar-fogo e trocas de ameaças entre os dois países, com explosões registradas em várias cidades iranianas e relatos de cortes de energia em Bushehr.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA justificou os bombardeios como uma medida para proteger a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz, enquanto o Irã mobilizou suas defesas aéreas e ameaçou fechar o estreito em resposta a novos ataques.
O presidente Donald Trump, durante a cúpula da Otan, declarou o fim do cessar-fogo e prometeu uma forte resposta militar, enquanto autoridades iranianas criticaram suas declarações, afirmando que suas ameaças são um sinal de fracasso de sua política em relação ao Irã.
Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã nesta quarta (08). Os bombardeios ocorrem após troca de ameaças entre os dois países e declaração sobre o fim do cessar-fogo.
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O que aconteceu
Explosões foram ouvidas, até o momento, nas cidades de Jask, Bushehr, Bandar Abbas, Sirik, e na ilha de Abu Musa. Em Bushehr, há relatos de cortes de energia elétrica. Ainda não há informações sobre número de mortos ou feridos.
Estados Unidos confirmaram os ataques. Por meio da rede social X, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) afirmou que suas forças "iniciaram ataques adicionais contra o Irã para reduzir ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz".
O Irã disse ter mobilizado defesas aéreas contra 'alvos hostis'. De acordo com informações da agência Mehr, as defesas do país persa foram movimentadas perto da cidade portuária de Bandar Abbas.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou encerrado o cessar-fogo temporário entre os dois países. "Para mim, acabou", disse ele, durante a cúpula da Otan (aliança militar ocidental) em Ancara, na Turquia. O presidente dos EUA também usou sua participação na cúpula para ameaçar sobre os ataques de hoje. "Vamos atacá-los com força esta noite", disse.
Os novos bombardeios também acontecem menos de 24 horas depois da última onda de ataques dos EUA contra vários locais no sul do Irã, incluindo instalações militares e sistemas de radar. O quartel-general iraniano prometeu uma "forte resposta" contra os EUA.
O Irã também ameaçou fechar o Estreito de Hormuz caso sofresse novos ataques. A informação foi reproduzida pela emissora Press TV.
Hoje, Trump definiu as lideranças iranianas como uma "escória". Ele declarou que os iranianos são pessoas cruéis, violentas e que usariam uma arma nuclear se tivessem, informou a ABC News. Apesar das falas, o republicano sugeriu que as negociações entre o Irã e os EUA sobre o acordo de paz poderiam prosseguir.
"Não quero mais lidar com eles. São escória. Sabe o que é escória? Eles são escória. São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes", disse Trump.
Trump afirmou ser o "número 1 na lista de alvos do Irã". A declaração foi feita durante entrevista à imprensa na cúpula da Otan. Ele também classificou a ofensiva contra o Irã como "um tremendo sucesso militar" e voltou a dizer que o país "nunca terá uma arma nuclear". "Eles tinham líderes, eles se foram. Agora tem outro grupo de líderes. Eles também podem ir embora. E quer saber? Eu também posso não estar mais aqui, porque sou o alvo número um deles."
Irã classificou Trump como um "criminoso e assassino"
Hoje à tarde, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, chamou o presidente dos EUA, Donald Trump, de "criminoso" assassino em resposta às suas ameaças anteriores de lançar novos ataques contra o Irã.
Gharibabadi disse que as declarações de Trump "não foram um sinal de força, mas uma admissão do fracasso de uma política construída durante anos com base na força, sanções e ameaças, que, em última análise, não conseguiu levar a nação iraniana à rendição".
"As declarações de hoje de Trump, desde os insultos à nação iraniana até as ameaças de ataques adicionais, não são um sinal de poder, mas sim uma confissão de fracasso de uma política que, por anos, foi construída sobre força bruta, sanções e ameaças, e que não conseguiu dobrar a nação iraniana. Com o criminoso e assassino Trump, é preciso falar na linguagem dele; aparentemente, ele entende melhor a linguagem da força!", publicou Gharibabadi no X.
O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, declarou que o país responde à vulgaridade com "ações". Araghchi disse que usar palavras depreciativas para dirigir-se ao Irã não diminui a grandeza do país. Também no X, ele escreveu que os cidadãos iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e fortes valores morais.
"Os iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e fortes valores morais. Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com ação: sem medo e com grande valor", disse Araghchi.
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