Israel está implementando um plano para cercar a prisão de Ketziot com um fosso de 170 metros e crocodilos-do-Nilo, inspirado em uma unidade de detenção americana, com o objetivo de aumentar a segurança e prevenir fugas de palestinos detidos, especialmente aqueles acusados de envolvimento com o Hamas.
O projeto, que custará US$ 6,3 milhões, foi defendido pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que acredita que a presença dos crocodilos terá um efeito dissuasório, enquanto a ministra da Proteção Ambiental, Idit Silman, justifica a medida como uma resposta à superlotação prisional e à falta de agentes.
Entretanto, a proposta enfrenta críticas de grupos de direitos humanos e ambientais, que consideram a utilização de crocodilos como uma abordagem cruel e sem fundamento técnico, além de temerem que isso possa agravar as violações contra os palestinos detidos.
Israel avança com um plano para cercar a prisão de Ketziot, onde há palestinos detidos, com um fosso de 170 metros e crocodilos-do-Nilo. As escavações já começaram, segundo o The Independent.
LEIA TAMBÉM
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defende o projeto para a prisão de segurança máxima no sul do país. A estrutura deve custar US$ 6,3 milhões e foi inspirada na unidade de detenção americana conhecida como Alligator Alcatraz.
Ketziot abriga um número não divulgado de palestinos acusados de integrar a força Nukhba, do Hamas. As acusações estão ligadas ao ataque contra o festival Nova, em 7 de outubro de 2023.
O governo israelense reclassificou o crocodilo-do-Nilo como animal silvestre sob manejo para permitir sua guarda no local. A ministra da Proteção Ambiental, Idit Silman, afirma que a medida responde à superlotação do sistema prisional e à falta de agentes.
Silman diz que os animais terão efeito dissuasório contra tentativas de fuga. "Estamos falando uma língua que nossos inimigos entendem", declarou a ministra.
Moazzam Begg, diretor do grupo de direitos humanos CAGE International, classificou o plano como sem sentido. "O fato de sequer tentarmos racionalizar o uso de crocodilos como um aparato de segurança legítimo no século 21 parece completamente satírico", disse.
Begg afirma que a adoção do fosso pode ampliar violações contra palestinos presos. "Adicionar crocodilos é apenas mais uma decisão cruel no constante mau tratamento de palestinos", declarou.
A Autoridade de Natureza e Parques de Israel e grupos ambientais também se opõem à reclassificação dos crocodilos. Em declaração ao Times of Israel, a autoridade disse não haver base técnica suficiente para manter os animais em instalações de segurança.
Ben-Gvir celebrou a decisão em uma publicação no Facebook com uma imagem gerada por inteligência artificial. O ministro escreveu: "Maldito terrorista, pensando em tentar fugir? Pense de novo."
LEIA MAIS
+Lidas