Gabriel Barros, de 22 anos, faleceu no Rio de Janeiro após realizar um transplante de rim para seu pai, que o expulsou de casa seis anos antes ao descobrir sua orientação sexual. A história gerou comoção nas redes sociais, destacando a complexa relação entre pai e filho marcada pela rejeição e reconciliação tardia.
O pai de Gabriel foi diagnosticado com insuficiência renal crônica e, sem outros doadores compatíveis, o jovem decidiu ajudar, resultando em um transplante bem-sucedido, embora o pai tenha enfrentado complicações graves no pós-operatório. A falta de apoio familiar durante a vida de Gabriel e a sua decisão de ajudar mesmo após o rompimento ressaltam questões sobre aceitação e amor familiar.
Após a morte de Gabriel, o pai não compareceu ao velório nem ao sepultamento, alegando estar debilitado pela cirurgia. A situação levanta discussões sobre a dinâmica familiar e as consequências emocionais de relacionamentos rompidos.
Gabriel Barros, de 22 anos, morreu no Rio de Janeiro, dias após realizar um transplante de rim para o próprio pai, que o havia expulsado de casa seis anos antes ao descobrir que ele era gay.
LEIA TAMBÉM
A história repercutiu nas redes sociais e comoveu internautas. Isso porquê, a relação entre pai e filho se rompeu completamente quando o jovem, aos 16 anos, revelou sua sexualidade. Conforme relatos de parentes, o genitor não aceitou a notícia e ordenou imediatamente que ele saísse da residência. Sem apoio, o jovem passou a viver em abrigos e na casa de amigos, ficando todo esse período sem contato com a família.
No início deste ano, o pai de Gabriel foi diagnosticado com insuficiência renal crônica em estágio avançado e precisou de transplante com urgência. Nenhum outro familiar apresentou compatibilidade, mas, ao saber da situação, o rapaz se compadeceu em realizar o exame de compatibilidade. O resultado foi positivo.
A operação foi realizada no último mês em um hospital público do interior de Pernambuco. O rim transplantado passou a funcionar normalmente no organismo do pai, que segue em recuperação gradual, mas ele apresentou complicações graves logo no pós-operatório: hemorragia interna seguida de infecção generalizada.
Segundo familiares, o pai não compareceu ao velório nem ao sepultamento do filho. A justificativa apresentada é que ele ainda se encontra debilitado pelo procedimento e sob cuidados contínuos.

LEIA MAIS
+Lidas