Seis policiais militares de Alagoas foram denunciados por tortura e homicídio após a morte de Rogério Almir Santos, ocorrida durante uma abordagem em julho de 2025, conforme relato da viúva nas redes sociais.
A viúva alegou que Rogério foi torturado e espancado, com o laudo do IML confirmando a morte por espancamento, o que gerou grande repercussão e indignação pública.
Apesar da denúncia, a Justiça Militar não afastou os policiais de suas funções, alegando falta de elementos concretos para justificar a medida cautelar, enquanto o caso segue em tramitação judicial.
A Justiça Militar de Alagoas aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria Militar do Estado contra seis policiais militares acusados de praticar tortura durante uma abordagem policial que teria resultado na morte de Rogério Almir Santos, de 32 anos, em Santana do Ipanema, no Sertão Alagoano. O caso foi denunciado pela viúva de Rogério em julho de 2025.
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Com a decisão, os agentes Ulisses de Souza Freire de Lima, Lucas Cruz de Andrade de Andrade, José Jefferson Pereira de Andrade, Pablo Victor de Oliveira Souza, Renan Vitor da Silva e John Felipe Rocha passam à condição de réus e responderão à ação penal militar.
Ao mesmo tempo, a Justiça negou o pedido do Ministério Público para afastá-los das atividades externas e operacionais por entender que não foram apresentados elementos concretos que justificassem a adoção da medida cautelar. Na decisão, o juiz afirmou que a natureza dos fatos imputados, por si só, não autoriza a imposição de medidas cautelares que restrinjam direitos funcionais.
MORTE E TORTURA
A morte de Rogério ganhou repercussão após a viúva dele, identificada apenas como Arielle, usar as redes sociais para denunciar que o marido teria sido torturado e assassinado dentro de casa por homens que se identificaram como policiais militares.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a viúva, aos prantos, lamentou a morte do companheiro, alegando que o homem recebeu choques e pancadas. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que a causa da morte foi por espancamento.
“Meu marido morreu de pancada, morreu sem ter sido pego com nada, não estava armado, não estava com drogas. Eu quero saber que justiça é essa”, declarou.
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