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Lava Jato: PF prende secretário nacional de Justiça da gestão Temer

UOL | 05/03/20 - 08h13 - Atualizado em 05/03/20 - 08h25
Astério Pereira também atuou no governo Temer | Foto: Agência Brasil

A PF (Polícia Federal) cumpre hoje nove mandados de prisão em uma nova etapa da Operação Lava Jato no Rio. Ao menos sete pessoas já foram presas.

Os investigadores apontam que haveria "uma rede de pagamentos de propina relacionada às atividades da SEAP (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária)".

Segundo a PF, Astério Pereira dos Santos, promotor aposentado do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), foi preso. Ele chefiou a secretaria na gestão de Rosinha Garotinho no governo do Rio de Janeiro entre 2003 e 2006.

Astério, que também foi secretário nacional de Justiça do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), é alvo de mandado de prisão preventiva —quando não há prazo. A reportagem ainda não localizou a defesa de Astério..

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), o esquema envolveria o pagamento de propinas a conselheiros do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio de Janeiro.

"O dinheiro recebido por meio desse esquema de corrupção estaria sendo dissimulado por meio do uso de pessoas jurídicas, laranjas e familiares dos envolvidos", diz a PF.

A Procuradoria deverá oferecer denúncia contra 15 pessoas que estariam envolvidas no esquema, que será detalhado pela força-tarefa da Lava Jato em pronunciamento à imprensa nesta manhã.

No total, a Justiça Federal expediu nove mandados de prisão. Deles, seis são de reclusão preventiva e três de prisão temporária, válidos por cinco dias. Há também outros 32 mandados de busca e apreensão.

Procurado, o TCE ainda não se manifestou a respeito do esquema de corrupção mencionado pelo MPF.