Polícia

Líder de grupo criminoso recebia auxílio por amputação que nunca ocorreu, diz PF

Dayane Laet com PF-AL | 12/12/19 - 08h11 - Atualizado em 12/12/19 - 09h00
Moletas eram usadas de faixada | Cortesia / PF-AL

As investigações que culminaram na “Operação Marechal”, que ocorre em Maceió e no Litoral Sul de Alagoas desde o início da manhã desta quinta-feira (12), apontam que o líder da quadrilha que falsificava documentos para ter acesso a benefícios do INSS recebia aposentadoria por invalidez em decorrência de ter uma das pernas amputadas. O detalhe é que, na verdade, o acusado não possui nenhuma deficiência física.

De acordo com a Polícia Federal em Alagoas, o grupo criminoso optava por pensões pagas no valor do teto do INSS, que atualmente aproxima-se do montante de R$ 6 mil / mês. Pelo menos 80 benefícios previdenciários vinham sendo recebidos irregularmente, o que proporcionava uma retirada mensal de mais de R$ 160 mil.

Acompanhe:

Segundo levantamentos feitos pelo próprio INSS, os prejuízos evitados com esta ação geraram, para os cofres públicos, uma economia de mais de R$ 50 milhões, sendo que o valor efetivamente desviado pelo grupo totaliza mais de R$ 9 milhões.

Outros 193 benefícios serão bloqueados por determinação judicial e auditados pelo INSS, em razão das fortíssimas suspeitas de que também são indevidos. SE comprovados, todos serão cassados imediatamente por ordem da 1ª Vara Federal.

Veja vídeo do momento da chegada dos policiais a casa de um dos investigados:

Os presos responderão pelos crimes de estelionato, petrechos de falsificação, falsidade ideológica, uso de documento falso, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva e corrupção ativa.

Participaram da ação 95 policiais federais, além de servidores do Setor de Inteligência da Previdência.