A Operação Watergate foi iniciada em Alagoas para combater sonegação fiscal e fraude tributária, resultando em um prejuízo estimado de R$ 49 milhões aos cofres estaduais, com a apreensão de documentos e itens ilícitos durante a operação.
As investigações revelaram que um grupo de empresas de água mineral estava envolvido em atividades ilegais, incluindo a posse de animais silvestres, que foram encontrados em propriedades ligadas aos suspeitos.
A operação, que mobilizou diversas instituições, como o Ministério Público e a Polícia Civil, aguarda a apresentação de documentação que comprove a legalidade dos animais apreendidos, caso contrário, eles serão confiscados.
A Operação Watergate foi deflagrada nas primeiras horas desta segunda-feira (15), em combate a crimes de sonegação fiscal, fraude tributária e lavagem de bens, e teve como alvo um grupo de empresas de água mineral que causou um prejuízo estimado de R$ 49 milhões aos cofres estaduais. Durante o cumprimento dos 15 mandados judiciais, as autoridades flagraram documentos, duas armas de fogo, uma estufa de maconha e animais silvestres. Veja imagens abaixo:
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De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas, os animais silvestres foram encontrados tanto na casa de um dos suspeitos quanto numa empresa. Um funcionário informou que todos os animais são legalizados com autorização dos órgãos ambientais.
O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) foi acionado para os dois endereços e aguardou a apresentação da documentação que comprove a legalidade. Após confirmação do registro para criação em cativeiro, os bichos (corujas, araras, papagaios, cobra e outros) não foram apreendidos.
A operação
O nome da ação faz referência à expressão inglesa “Watergate”, que pode ser traduzida literalmente como “Portão d’Água”, numa alusão ao ramo de atividade do grupo empresarial investigado, ligado à extração, ao engarrafamento e à distribuição de água mineral.
A Operação Watergate contou com a participação do MPAL, por meio do GAESF, da Polícia Civil de Alagoas, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), por intermédio das polícias Civil e Militar, além do apoio operacional do Departamento Estadual de Aviação (DEA).
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