Uma menina de três anos foi agredida pelo pai em Francisco Beltrão, Paraná, e o caso foi registrado em vídeo, levando a mãe a registrar um boletim de ocorrência. O homem, que não teve o nome divulgado, responderá por lesão corporal após ser ouvido pela polícia.
O agressor alegou que chutou a filha porque ela estava chorando e não foi preso em flagrante, já que o crime ocorreu dois dias antes do registro. Uma pesquisa revelou que 29% dos cuidadores no Brasil admitem usar práticas violentas como disciplina em crianças pequenas.
A Polícia Civil instaurou um inquérito e solicitou medidas protetivas para a menina e sua família, enquanto o Conselho Tutelar acompanha o caso. O delegado enfatizou a prioridade no bem-estar da criança e a necessidade de garantir sua segurança.
A mãe da menina de três anos, chutada pelo próprio pai, registrou um boletim de ocorrência após ver as imagens nas redes sociais. O caso aconteceu em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, no domingo (5), e foi registrado por câmeras de segurança.
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O nome do homem não foi oficialmente divulgado pela Polícia Civil.
Nas imagens, ele aparece caminhando com a menina e outro filho, de cinco anos. Em certo momento, ele para e dá um chute na filha, que cai no chão. O vídeo não tem som.
No vídeo, outro homem se aproxima, abre os braços e tenta intervir na cena, mas é confrontado pelo pai das crianças. Pouco tempo depois, a menina se levanta e os três seguem andando.
A mãe registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7). O homem foi ouvido pela polícia na quarta-feira (8).
Homem responderá por lesão corporal
Segundo o delegado Anderson Andrei, um inquérito foi instaurado e o homem vai responder pelo crime de lesão corporal.
Ele foi ouvido na delegacia, disse ter cometido o crime porque a criança estava chorando e não foi preso porque não houve flagrante, conforme Andrei.
Ainda conforme o delegado, o homem compareceu à delegacia sem advogado. Em depoimento, chorou e disse estar arrependido do que fez.
O caso chegou à polícia na terça-feira, dois dias após a agressão. Em situações de lesão corporal, o flagrante se caracteriza quando o crime está sendo cometido ou acabou de acontecer, portanto acaba a possibilidade de prisão por flagrante quando não há continuidade do crime.
A Polícia Civil pediu medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão dela e da mãe. O Conselho Tutelar também foi acionado e acompanha o caso.
"A maior preocupação da Polícia Civil foi com o bem-estar da criança e garantir a segurança dela", disse o delegado.
Práticas violentas
Uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, ouviu 2.206 pessoas em todo o Brasil e identificou quais são as estratégias disciplinares utilizadas por cuidadores. Segundo o levantamento, 29% dos entrevistados admitiram o uso de práticas violentas, como palmadas e beliscões em crianças de até 3 anos.
A pesquisa aponta ainda que 58% dos entrevistados dizem colocar a criança de castigo e 43% relatam gritar ou brigar como forma de disciplina.
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