Alagoas

Mais de 2 meses após acidente que matou Gabriel Diniz e pilotos alagoanos, Aeroclube volta a funcionar

Erik Maia | 09/08/19 - 16h15 - Atualizado em 09/08/19 - 16h58
Reprodução Instagram

Mais de dois meses após o acidente de avião que matou o cantor Gabriel Diniz e os pilotos alagoanos Linaldo Xavier e Abraão Farias, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revogou a suspensão das atividades do Aeroclube de Alagoas e da realização de cursos teóricos e práticos. A decisão foi publicada na manhã (9) no perfil do Aeroclube no Instagram.

Segundo a assessoria de comunicação da Anac, o Aeroclube de Alagoas será liberado para ministrar cursos e realizar voos panorâmicos, após publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU), que deverá ocorrer nos próximos dias.

A suspensão ocorreu de forma cautelar em maio deste ano, após uma aeronave que operava pelo Aeroclube sofrer um acidente que terminou com a morte do cantor Gabriel Diniz e dos pilotos Linaldo Xavier e Abraão Farias. A aeronave, de matrícula PT-KLO, da fabricante Piper Aircraft e de propriedade do Aeroclube de Alagoas, estava registrada na categoria Instrução e não poderia prestar serviço fora da sua finalidade, incluindo o transporte remunerado de pessoas.

De acordo com o documento publicado, a Anac não encontrou impedimento para o retorno das atividades em razão das “supostas irregularidades apontadas no processo não se referirem à operação sob as regras do RBHA 141, não afetando os treinamentos como entidade de ensino de aviação civil”.

O advogado do Aeroclube de Alagoas, Thiago Mota, acredita que a suspensão das atividades foi uma medida protocolar. “A anac compreendeu que os documentos apresentados pelo aeroclube atendem aos requisitos de segurança e revogou a suspenão. O que eles fizeram foi um cumprimento de protocolo. Não havia nenhum procedimento que atestasse irregularidades no aeroclube”, defende.

Ele explicou que a decisão de revogar a suspensão é referente à prestação do serviço desempenhado pelo Aeroclube de Alagoas, que é autorizado a realizar voos panorâmicos, de instrução e particular dos sócios da instituição.

“Isso por conta das alegações de que o Aeroclube de Alagoas estaria empreendendo voos comerciais. Por conta disso as operações foram suspensas. Com a apresentação dos documentais comprobatórios pelo aeroclube e com as investigações da Anac, verificou-se a desnecessidade de manutenção da suspensão cautelar”, afirma.

Ele não quis comentar detalhes sobre o acidente. “Essas questões ficam a cargo do Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA)”, afirmou.