Eu costumo dizer e repetir que na política o adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã e vice-versa.
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Os exemplos são inúmeros, Brasil afora, sendo mais recente o da aliança de Lula com Geraldo Alckmim, seu vice-presidente, pouco tempo depois de o ex-governador de São Paulo afirmar publicamente que seu então adversário pretendia ser de novo concrrer à Presidência da República "para voltar ao local do crime",
Em Alagoas, na eleição de 1986, pelo menos três casos se registraram: Fernando Collor se uniu a Renan Calheiros, o mesmo Collor virou concorrente a governador do ex-aliado Guilherme Palmeira e Guilherme, por sua vez, rompeu politicamente com Nelson Costa, um amigo de muitos anos.
A história volta a se repetir em solo alagoano, quando o médico Fernando Sérgio Lira e o empresário Marcos Madeira, adversários históricos que se revezaram como prefeito de Maragogi, anunciam que estão unidos na campanha deste ano no apoio a João Henrique Caldas, ex-prefeito de Maceió, como candidato a governador do Estado.
É mais um episódio do tipo "esqueçam o que eu disse", "a política é muito dinâmica", "nada como um dia atrás do outro"...
E como fica o eleitor que um dia tomou partido por um dos lados?
Ah, o eleitor!
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