'Mão Santa': entenda por que Oscar Schmidt odiava o próprio apelido

Lenda do basquete mundial e brasileiro morreu nesta sexta-feira, 17, em São Paulo

Publicado em 17/04/2026, às 18h21
Evelson de Freitas/Folhapress
Evelson de Freitas/Folhapress

Por Terra

Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, faleceu aos 68 anos em São Paulo, após complicações de saúde, deixando um legado significativo no esporte mundial.

Reconhecido como o segundo maior pontuador da história do basquete, Oscar acumulou 49.737 pontos e foi premiado como cestinha em diversas competições, incluindo três Olimpíadas e um Mundial.

A família destacou sua coragem na luta contra um tumor cerebral e o velório será restrito a familiares e amigos, refletindo a importância de sua figura tanto no esporte quanto na vida pessoal.

Resumo gerado por IA

A genialidade de Oscar Schmidt dentro da quadra fez com que ele ganhasse o apelido de 'Mão Santa' e deixasse um legado imensurável para o basquete brasileiro e mundial. O astro, no entanto, explicou em um documentário o motivo de não gostar desse apelido.

Gravado em 2023, uma das cenas da produção mostram a lenda do basquete conversando com jovens jogadores, que atuavam no Palmeiras. Ao ser questionado se sua mão era 'mágica' mesmo, ele citou o apelido de ‘Mão Santa’.

"Não tem 'Mão Santa' aqui não, aonde tem 'Mão Santa'? Ou vocês acreditam em milagre? Não tem milagre no basquete. Ou vocês treinam, ou vocês não jogam", disse o astro. 

Em entrevistas e palestras, o ex-jogador de basquete gostava de dizer que, na verdade, o certo deveria ser ‘Mão Treinada’. O destaque para trabalho duro e dedicação, por sinal, foi tema central em seu discurso após a aposentadoria, em 2003. 

Mesmo com toda a modéstia, os 49.737 pontos colocam Oscar como segundo maior pontuador da história do basquete. Ele só fica atrás de LeBron James, que já deixou a marca de 50 mil para trás.

Por 50 vezes na carreira, Oscar foi premiado como cestinha em competições profissionais. Os feitos incluem três Olimpíadas (1988, 1992 e 1996), um Mundial (1990) e inúmeros campeonatos nacionais e continentais.

Morte

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro e mundial, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, em São Paulo. Ele passou mal e foi levado para Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, mas não resistiu.

Em nota, a família de Oscar enalteceu a força e resiliência do ex-atleta. "É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida", disse. 

O velório será reservado para familiares e amigos.

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