Sol vai desaparecer em alguns países nos próximos meses; entenda fenômeno

Publicado em 06/06/2026, às 15h52
Imagem meramente ilustrativa - Foto: Reprodução/Frepeik
Imagem meramente ilustrativa - Foto: Reprodução/Frepeik

Por CNN Brasil

Um eclipse solar total ocorrerá em 12 de agosto, visível em partes da Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e nordeste de Portugal, marcando o primeiro desse tipo na Espanha continental desde 1905 e o primeiro de três previstos até 2028.

O fenômeno acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar em algumas regiões, enquanto um eclipse parcial será visível em outras partes da Europa, África e América do Norte.

A ESA planeja transmitir o evento ao vivo e cientistas utilizarão balões de alta altitude para capturar imagens e estudar a atmosfera solar, convidando o público a participar como cientistas cidadãos na coleta de dados durante o eclipse.

Resumo gerado por IA

Um eclipse solar total criará um espetáculo celeste pela primeira vez em mais de dois anos. 

Observadores em partes da Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e nordeste de Portugal poderão ver o fenônemo, quando o céu escurece momentaneamente com o desaparecimento completo do sol.

O eclipse, que deve ocorrer no próximo dia 12 de agosto, ocorre quando a Lua passa entre o Sol e a Terra, projetando uma sombra sobre o nosso planeta que bloqueia completamente a luz solar em algumas áreas do mundo, de acordo com a Nasa.

Entretanto, um eclipse parcial, em que apenas parte da luz solar é bloqueada, poderá ser visto em partes da Europa, África e América do Norte.

Um eclipse solar total foi visto no México, nos Estados Unidos e no Canadá em abril de 2024, mas o último na Europa continental ocorreu em 2006, segundo a Agência Espacial Europeia.

O evento de agosto será o primeiro eclipse solar total visível na Espanha continental desde 1905 — e o primeiro de três eclipses solares que o país testemunhará entre agora e 2028, de acordo com a ESA.

“Um eclipse solar total é um daqueles raros momentos em que milhões de pessoas podem olhar para o céu juntas e sentir admiração e curiosidade”, disse Carole Mundell, diretora de ciência da ESA, em um comunicado. “É um momento compartilhado que nos conecta ao Universo e nos lembra que o desejo de explorar e compreender é uma das maiores forças da humanidade.”

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Onde posso ver o eclipse?


A estreita faixa de totalidade terá 8.300 km (5.157 milhas), começando sobre a costa do Ártico por volta das 14h (horário de Brasília) e passando perto do Polo Norte antes de se deslocar sobre a Groenlândia, Islândia, Portugal e o norte da Espanha, de acordo com a EarthSky.

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Quem estiver na Groenlândia poderá observar o eclipse por pouco mais de dois minutos, enquanto quem estiver no norte da Espanha poderá ver apenas cerca de 20 segundos — se as condições climáticas permitirem. O mau tempo é sempre o maior obstáculo para a observação de eclipses.

O eclipse passará pela Galiza e depois pelas Ilhas Baleares, na Espanha, ao cair da noite, acelerando a transição do dia para a noite, de acordo com o Comitê Científico e Consultivo Espanhol para o Trio de Eclipses.

Para aqueles que vivem fora da trajetória do eclipse, a ESA compartilhará uma transmissão ao vivo a partir do Observatório Astrofísico de Javalambre, em Teruel, na Espanha.

Quando será o próximo eclipse solar?


Segundo a Nasa, o próximo eclipse solar total passará pelo sul da Espanha, norte da África, Arábia Saudita e Iêmen em 2 de agosto de 2027.

Pessoas nos Estados Unidos não terão outra oportunidade de presenciar um eclipse solar total até 30 de março de 2033, e mesmo assim, o único ponto de observação será no Alasca.

Somente em 22 de agosto de 2044 um eclipse solar total será visível nos Estados Unidos, quando o fenômeno ocorrerá sobre Dakota do Norte e Montana.

O próximo eclipse solar total, com uma faixa de cobertura que atravessará os 48 estados contíguos dos EUA, ocorrerá em 12 de agosto de 2045. A faixa de totalidade passará sobre a Califórnia, Nevada, Utah, Colorado, Kansas, Oklahoma, Arkansas, Mississippi, Alabama e Flórida, com um eclipse parcial visível em outros estados.

Como posso observar o eclipse com segurança?


Nunca é seguro olhar diretamente para o Sol sem usar proteção especializada — exceto durante a totalidade, quando a luz solar é completamente bloqueada.

Ao primeiro sinal de reaparecimento da luz solar, a orientação é para que se coloque um par de óculos de eclipse certificados ou use um visor solar portátil. Como alternativa, é possível  observar o sol com um telescópio, binóculos ou câmera com filtro solar especial na lente, que oferece a mesma proteção ocular que os óculos de eclipse.

Óculos de sol não substituem óculos de eclipse ou visores solares, que são milhares de vezes mais escuros e seguem um padrão internacional. É importante evitar o uso de óculos de eclipse ou visores solares rasgados, arranhados ou danificados.

De acordo com a Nasa, também não é seguro olhar para o sol através de qualquer dispositivo óptico — lentes de câmeras, telescópios, binóculos — enquanto se usa óculos de eclipse ou um visor solar portátil. Os raios solares se concentram ao passar por um dispositivo óptico, e essa concentração pode fazer com que eles queimem o filtro dos seus óculos ou do visor, causando danos oculares graves.

O que os cientistas podem aprender com os eclipses


Os eclipses solares oferecem aos cientistas oportunidades únicas para estudar o Sol e sua coroa, ou atmosfera externa, e convidam o público a participar como cientistas cidadãos.

Durante o eclipse de agosto, cientistas planejam lançar balões de alta altitude capazes de capturar imagens do evento e da sombra lunar. O objetivo é reproduzir um experimento de eclipse realizado em 1919, que mediu como a gravidade do Sol curva a luz de estrelas distantes e confirmou a teoria da relatividade geral de Albert Einstein , segundo o Comitê Científico e Consultivo Espanhol para o Trio de Eclipses.

Cientistas cidadãos são convidados a construir seus próprios instrumentos para medir as mudanças que ocorrem na atmosfera quando o céu escurece momentaneamente.

“Aproveitamos momentos como este para aproximar a ciência e a tecnologia espacial da sociedade, inspirar as gerações futuras e unir pessoas de toda a Europa através da emoção da descoberta”, disse Mundell, da ESA.

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