Um médico ginecologista e duas outras pessoas foram presos em Barreiras (BA) por suspeita de sequestro, tortura e estupro de um homem, em um crime que ocorreu em setembro do ano passado, quando a vítima foi atraída para uma emboscada sob a promessa de um encontro amoroso.
Rodrigo Costa Brandão, de 38 anos, é acusado de planejar o crime com a ajuda de um homem de 34 anos e uma mulher de 30, enquanto a Polícia Civil iniciou investigações logo após o ocorrido, resultando nas prisões e apreensões de equipamentos eletrônicos relacionados ao caso.
A clínica onde Brandão trabalha suspendeu suas atividades até a próxima terça-feira, alegando 'motivos de saúde familiar', enquanto o Conselho Regional de Medicina da Bahia permanece aberto a manifestações sobre a situação do médico.
Um médico ginecologista e outras duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no sequestro, tortura e estupro de um homem em Barreiras (BA).
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O que aconteceu
O médico Rodrigo Costa Brandão, 38, é suspeito de ter montado uma emboscada para um homem de 27 anos, com quem tinha se relacionado. Ele teria contratado um homem de 34 anos e uma mulher de 30, que não tiveram as identidades divulgadas, para cometer os crimes contra a vítima, em setembro do ano passado. O UOL entrou em contato com a defesa do médico, que afirmou que deve se manifestar em breve. O Conselho Regional de Medicina da Bahia também foi procurado, e o espaço segue aberto para manifestação.
O homem foi atraído sob pretexto de um encontro amoroso. Ao chegar ao local, no entanto, sofreu tortura e violência sexual durante horas, segundo informações da Polícia Civil, que começou a investigar o caso logo após o ocorrido.
Os três foram presos ontem nos bairros Barreirinhas, Morada Nobre e no centro da cidade. Além das prisões, as equipes realizaram buscas em quatro endereços vinculados aos alvos da operação. Foram apreendidos um pen drive, um cartão de memória, um notebook e aparelhos celulares.
Ontem, a clínica de Brandão informou que as atividades estariam suspensas até a próxima terça-feira. Em comunicado nas redes sociais, o estabelecimento disse que o fechamento estava ocorrendo por "motivos de saúde familiar". Assim, a agenda do médico e de outra profissional que atua no local estariam fechadas.
O suspeito é especialista em ginecologia e obstetrícia, tendo se formado em 2012. Segundo informações do registro profissional, ele havia trabalhado no Distrito Federal, mas transferiu sua inscrição para Bahia.
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