Dois peixes-boi foram avistados tentando copular na Barra de São Miguel, em Alagoas, o que destaca a presença frequente desses animais na região, especialmente em áreas de embarque de passeios turísticos.
Recentemente, um grupo de cinco peixes-boi também foi registrado no mesmo local, evidenciando a importância da área para a espécie, que é ameaçada de extinção e protegida por legislação ambiental.
O Instituto Biota de Conservação alertou sobre a proibição de interação com os peixes-boi, considerando-a um molestamento da fauna silvestre, e reforçou a necessidade de observação à distância para preservar o comportamento natural dos animais.
Um casal peixes-boi foi molestado por populares enquanto tentava copular na região do Cais de São Pedro, em Barra de São Miguel, no Litoral Sul de Alagoas. O registro foi feito nesta quinta-feira (5) e encaminhado ao Instituto Biota de Conservação, que acompanha a presença dos animais na área.
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O local é um dos pontos de saída de embarcações que fazem passeios com destino à Praia do Gunga e tem registrado a presença frequente de peixes-boi. Segundo o Biota, dias antes do novo registro, um grupo com cinco animais também havia sido avistado na mesma região.
Os dois peixes-boi aparecem em uma tentativa de acasalamento próximos a área de embarque, momento em que a aproximação de pessoas pode interferir diretamente no comportamento natural da espécie. Por isso, o Biota reforça que os animais devem ser observados à distância, sem contato ou qualquer tentativa de interação. Veja o vídeo abaixo:
Interação com animal pode ser considerada molestamento
Além do registro do comportamento dos animais, o Biota chamou atenção para a atitude de uma pessoa que aparece no vídeo se aproximando e interagindo com um dos peixes-boi.
Segundo o instituto, esse tipo de contato é considerado molestamento de fauna silvestre e é proibido pelas normas ambientais que protegem a espécie em Alagoas.
A regulamentação estadual estabelece restrições à aproximação e à interação com peixes-boi e tartarugas marinhas, incluindo ações como tocar, alimentar, perseguir, interromper o deslocamento ou interferir no comportamento natural dos animais.
O contato excessivo pode alterar o comportamento natural dos peixes-boi e fazê-los se acostumar com a presença humana, o que aumenta os riscos para a conservação da espécie. Especialistas também alertam que a aproximação pode interferir em atividades essenciais, como alimentação, deslocamento e, nessa caso, reprodução.
Grupo de cinco animais foi visto no mesmo ponto
O registro desta quinta-feira não é o primeiro avistamento recente de peixes-boi no Cais de São Pedro. De acordo com o Biota, cinco animais foram filmados no local no dia 30 de outubro.
A orientação ao encontrar um peixe-boi é observar o animal sem tentar tocá-lo, alimentá-lo ou acompanhá-lo de perto. Também é importante não bloquear o caminho do mamífero nem tentar atraí-lo para perto de embarcações ou pessoas.
O peixe-boi-marinho é uma espécie ameaçada de extinção e protegida pela legislação ambiental.
Estagiária sob supervisão.
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