O monge budista Phra Wachirayan Wi foi preso por desvio de 92 milhões de bahts em doações do templo Wat Phutthaisawan, após ser flagrado em ato sexual com uma seguidora, violando os votos de celibato que os monges devem seguir.
A polícia encontrou um vídeo do ato durante uma investigação sobre lavagem de dinheiro, e a seguidora Punyavee Rungrueang também foi detida por cumplicidade, com movimentações financeiras suspeitas em suas contas.
Além da prisão, Phra Wachirayan foi destituído de sua função religiosa, e a polícia confiscou ativos avaliados em 215 milhões de bahts, incluindo joias e barras de ouro, como parte da operação.
O monge budista Phra Wachirayan Wi, de 66 anos, flagrado fazendo sexo num templo com uma seguidora leiga, Punyavee Rungrueang, de 47, foi preso na quinta-feira (10/9) sob a acusação de ter desviado 92 milhões de bahts (cerca de R$ 14 milhões) em doações feitas ao templo Wat Phutthaisawan, em Ayutthaya (Tailândia).
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Na Tailândia, os monges budistas fazem votos de celibato e também renunciam a bens materiais.
A gravação do ato íntimo por câmera de segurança mostra o casal inicialmente se beijando na mesma cadeira e, em seguida, as imagens explícitas mostram os dois mantendo relações sexuais sobre a mesa de jantar, noticiou o "Sun".
O vídeo foi descoberto pela polícia durante uma investigação sobre o monge, suspeito de desvio e lavagem de dinheiro.
Punyavee também foi presa sob a acusação de cumplicidade e lavagem de dinheiro, visto que milhões de bahts circulavam anualmente por suas contas bancárias, de acordo com a BBC.
Em operações de busca nas propriedades dos suspeitos, a polícia confiscou cerca de 215 milhões de bahts (R$ 28,5 milhões) em ativos, que incluíam joias, 28 escrituras de terrenos e 16 quilos de barras de ouro.
Phra Wachirayan foi destituído da sua função religiosa, com desonra, imediatamente após a prisão.
Celibatários
O celibato entre os monges budistas serve para eliminar distrações e reduzir o apego ao desejo sensual, facilitando a dedicação total à prática espiritual e à busca pela iluminação. O desejo sexual é visto no budismo como um dos apegos mais fortes da mente humana e um grande obstáculo para transcender o sofrimento. Sem as responsabilidades de uma família ou relacionamentos românticos, o monge ganha tempo e clareza mental para meditar, estudar e ensinar o Dharma (os ensinamentos de Buda).
O celibato é a regra na maioria das escolas monásticas tradicionais (como no theravada e no budismo tibetano), mas nem todas as vertentes exigem isso. No Japão, por exemplo, muitas escolas permitiram o casamento de sacerdotes após reformas históricas no século XIX, e em algumas linhas do zen budismo a escolha de ter ou não uma vida sexual é pessoal.