Morre Gerry Conway, ex-editor-chefe da Marvel, aos 73 anos

Publicado em 27/04/2026, às 15h10
Imagem Morre Gerry Conway, ex-editor-chefe da Marvel, aos 73 anos

Por O Tempo

Gerry Conway, renomado roteirista e ex-editor-chefe, faleceu aos 73 anos, conforme anunciado pela Marvel, que expressou condolências à família e aos fãs impactados por seu trabalho inovador nos quadrinhos. Sua morte marca a perda de um dos principais responsáveis pela modernização das histórias de super-heróis, introduzindo temas sombrios e consequências reais.

Conway, nascido em 1952, começou sua carreira na adolescência e se destacou ao assumir 'O Espetacular Homem-Aranha', onde escreveu a icônica morte de Gwen Stacy, um marco na narrativa de super-heróis. Ele também co-criou personagens significativos como o Justiceiro e o Homem-Coisa, contribuindo para o desenvolvimento do universo Marvel.

Além de seu legado nos quadrinhos, Conway deixa sua esposa, Laura, e seu último trabalho foi 'What If…? Dark: Spider-Gwen' (2023), que revisitou a história de Gwen Stacy. Sua influência perdura no mundo dos quadrinhos e no cinema, onde muitos de seus personagens continuam a ser explorados.

Resumo gerado por IA

O roteirista e ex-editor-chefe Gerry Conway morreu aos 73 anos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27/4), pela Marvel, em nome da família do artista. Em nota, a editora manifestou condolências à família e às pessoas impactadas pelo trabalho de Conway.

Um dos roteiristas mais influentes da história dos quadrinhos americanos, Conway foi responsável por modernizar as histórias de super-heróis ao introduzir temas mais sombrios e consequências reais para os personagens. O trabalho em "O Espetacular Homem-Aranha" é considerado um divisor de águas, especialmente pela morte de Gwen Stacy.

Conway também co-criou personagens importantes, como o Justiceiro e o Homem-Coisa, além de ter ajudado a desenvolver o Lobisomem da Noite e a versão da Marvel de Drácula. O último trabalho do quadrinista para a Marvel foi "What If…? Dark: Spider-Gwen" (2023), revisitando a história de Gwen Stacy em uma versão alternativa.

Para além da carreira, ele deixa a esposa, Laura Conway.

Quem foi Gerry Conway

Gerry Conway nasceu no Brooklyn, nos Estados Unidos, em 10 de setembro de 1952, e iniciou a trajetória nos quadrinhos ainda na adolescência. Aos 16 anos ele já publicava histórias curtas em títulos da Marvel, como "Chamber of Darkness" e "Tower of Shadows", demonstrando o talento precoce para a narrativa.

Antes dos 20 anos, Conway passou a escrever histórias mais longas e, a partir de 1971, assumiu roteiros completos de super-heróis. Ele trabalhou em séries como "Demolidor", "Homem de Ferro" e "O Incrível Hulk", ampliando o próprio repertório ao incorporar elementos de terror ao Universo Marvel.

Um dos momentos decisivos de sua carreira veio ao assumir "O Espetacular Homem-Aranha" a partir da edição 111, substituindo Stan Lee. Durante mais de três anos, Conway conduziu a revista e foi responsável por algumas das histórias mais marcantes do personagem. Entre elas está a edição 121, em que Gwen Stacy, namorada de Peter Parker, é assassinada pelo Duende Verde. 

Ainda nesse período, Conway co-criou o Justiceiro, ao lado de John Romita Sr. e Ross Andru. Introduzido inicialmente como antagonista do Homem-Aranha, o personagem se tornou um dos anti-heróis mais populares da Marvel, ainda em curso no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), onde é vivido por Jon Bernthal.

Ao longo da carreira, Conway também escreveu títulos como "O Quarteto Fantástico", "Thor", "Vingadores" e "Os Defensores", além de lançar a série "Ms. Marvel", que ajudou a consolidar Carol Danvers como uma das principais heroínas da editora, posteriormente conhecida como Capitã Marvel e interpretada nos cinemas por Brie Larson.

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