Meio Ambiente

Morrendo na praia: a rota do encalhe de tartarugas e mamíferos no Litoral de Alagoas

Dayane Laet | 07/05/16 - 12h09 - Atualizado em 09/07/20 - 18h25
Tartarugas marinhas lutam para chegar ao litoral | Foto: Instituto Biota

Lixo, redes de pesca, esgoto e falta de consciência. Ao longo do tempo o litoral alagoano foi se transformando numa verdadeira trilha repleta de obstáculos para mamíferos e tartarugas marinhas que chegam ao litoral alagoano.

Esse verdadeiro “rally” é provocado, sobretudo, pela interferência do homem com sua pesca predatória e poluição dos oceanos.  

Depois de registrar em seu noticiário diversos episódios de encalhe, a reportagem do TNH1 caiu em campo para mapear esse rastro de morte e depredação deixado pelo encalhe de tartarugas, tubarões, golfinhos e baleias no litoral de Alagoas. Tarefa realizada graças à ajuda do Instituto Biota de Conservação e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entidades que lutam para conter essa tragédia ambiental. 

Nos aproximadamente 230 quilômetros de litoral, a matança prossegue sem o freio de uma fiscalização eficiente.

 Veja mapa ampliado clicando aqui

Hoje, denúncias são averiguadas e os crimes combatidos apenas por entidades como Biota e ICMBio e o trabalho da Polícia Ambiental, insuficientes para uma costa gigantesca povoada por uma fauna rica e exuberante que, como mostra a reportagem, está sendo morta, mutilada e ameaça de extinção.

No litoral Sul os encalhes foram catalogados de Coruripe à Barra de São Miguel; na faixa litorânea da capital, Maceió, os encalhes aparecem do Pontal da Barra à Ipioca, passando pela orla mais urbana como Pajuçara e Ponta Verde.

Já na costa Norte do Estado os levantamentos indicam registros nas cidades de Barra de Santo Antônio, Paripueira, São Miguel dos Milagres até Maragogi. 

O MAR NÃO ESTÁ PRA NENHUMA ESPÉCIE 

Sob a superfície azul piscina que estampa os panfletos de turismo, o litoral alagoano esconde uma montanha subaquática de lixo e poluição. Uma sujeira responsável pela grande maioria da  mortalidade dos animais marinhos. 


Em mais uma estatística preocupante, o Biota afirma que nos últimos seis anos, 410 tartarugas marinhas foram encontradas mortas em águas alagoanas, após agonizarem enlaçadas em redes ou entaladas com lixo, que elas inocentemente ‘julgavam’ ser alimento. 

A imagem abaixo foi um flagrante da reportagem do TNH1 nessa sexta-feira, 06, horas antes do fechamento da edição da matéria. Para quem já assistiu a cena chocante de ver uma tartaruga morta ao ingerir algum tipo de detrito, encontrar até extintores de incêndio jogados ao mar é no mínimo chocante.

(Crédito: Dayane Laet)

POLUIÇÃO DEIXA "CARDÁPIO" INDIGESTO PARA ESPÉCIES

Em busca de alimento, as indefesas tartarugas engolem restos de rede de pesca, garrafas e todo tipo de sujeira descartada pelo homem que, apesar de todas as campanhas de educação ambiental, continuam despejando, inconsequentemente, detritos no mar. 

E não são apenas as tartarugas que engolem esse ‘cardápio’ indigesto e mortal. Desde o ano de 1993, foram registrados pelo ICMBio mais de 79 encalhes de baleias, golfinhos e botos, em águas alagoanas. 

GRANDES, MAS DELICADAS 

A ingestão de plástico e outros resíduos está relacionada aos hábitos alimentares das tartarugas marinhas, principalmente àquelas que não perseguem suas presas. A espécie tartaruga-de-couro por exemplo, que se alimenta principalmente de águas-vivas torna-se alvo fácil por confundir seu alimento com plásticos à deriva. 

Restos de redes e linhas de pesca soltos ao mar também viram armas, pois enroscam nos animais e terminam os enforcando, por asfixia ou por inanição. 

“No caso das tartarugas, até em terra firme elas precisam lidar com o vandalismo dos ninhos ou com a compactação da faixa de areia, que acontece pelo uso de veículos automotores”, lamentou o biólogo Bruno Stefanis. “Sem contar os resíduos dentro e fora do mar”, acrescentou. 

FISCALIZAÇÃO DEFICIENTE ‘ESCONDE’ NÚMEROS AINDA MAIORES 

Se os números acima já são difíceis de aceitar, a realidade pode ser ainda pior do que a revelada  pelos levantamentos fornecidos pelos dois institutos. 

Uma costa extensa – são mais de 200 quilômetros de litoral – pede uma fiscalização também de grande porte. Mas não é o que acontece. 

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) diz que ainda não é possível fiscalizar toda a costa alagoana. “O núcleo de Fauna só foi instituído ano passado e não temos equipe nem base específicas suficientes para a realização desse trabalho”, informou o órgão por meio da assessoria de comunicação.  O IMA também não tem estatísticas de encalhes. 

Canal Verde: uma boa ‘tentativa’ 

O IMA orienta que a população pode denunciar maus-tratos através do Canal Verde, pelo telefone 0800 082 1523, ou do aplicativo IMA Denuncie (disponível para sistemas iOS e Android).

Mas a iniciativa, louvável, ainda não é eficiente. A reportagem do TNH1 ligou para o número tentou diversas vezes, em diferentes dias, sem sucesso, com chamadas jamais atendidas. A assessoria do órgão explicou que o serviço foi implantado recentemente. 

 Já o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, informou que só fiscaliza os recursos pesqueiros. “A exemplo de tubarões, meros e corais”, disse o superintendente do órgão em Alagoas, Mario Daniel Sarmento. 

Batalhão de Polícia Ambiental averigua denúncias 

As cinco guarnições do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) atuam à medida que recebem denúncias, efetuando prisões e apreensões. Vale ressaltar que o trabalho do BPA se torna insuficiente porque as guarnições atuam com qualquer tipo de crime ambiental, incluindo-se aí animais da fauna silvestre e infrações ambientais diversas.

VIOLÊNCIA, MORTE E BIOPIRATARIA: O RASTRO PREDATÓRIO DO HOMEM 

Em fevereiro deste ano, um passeio que prometia momentos inesquecíveis na paradisíaca Praia do Gunga, no Litoral Sul do Estado, terminou em revolta para um grupo de visitantes. 

 VÍDEO MOSTRA QUADRICICLOS ESMAGANDO FILHOTES

As imagens chocantes mostram quadriciclos circulando em uma praia na cidade de Roteiro, esmagando ninhos de tartarugas marinhas, inclusive atropelando alguns filhotes. O vídeo foi postado em redes sociais e na fan page do Instituto Biota no Facebook, após ser enviado à entidade e também a autoridades policiais pela produção de uma TV local.

Dias depois a polícia foi até à cidade de Roteiro, onde fica a praia. As imagens chocantes foram constatadas in loco em uma operação conjunto do Batalhão de Trânsito (BPTran), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e IMA.

Pelo menos 30 quadriciclos, 70 bugres e duas caminhonetes estilo pau de arara foram levados para a sede do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), e seus proprietários multados em pouco mais de R$ 28 mil por crime ambiental, já que a área é berço de dezenas de ninhos de tartarugas marinhas e abriga outras espécies em suas areias. 

Após pagamento da multa, os veículos foram devolvidos aos donos desde que eles assumissem o compromisso de providenciar uma trilha alternativa, onde os veículos não ofendessem a faixa de areia usada pelas tartarugas marinhas como ninho. Infelizmente, ainda é possível ver marcas recentes de pneu no antigo caminho, ao longo de 7 km, o que demonstra que mesmo proibido o tráfego, muitos não respeitam.  

POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA CRIMES CONTRA PEIXES-BOI MARINHOS 

Responsável pela investigação de atos cometidos em área marítima, fronteiras ou espaço aéreo brasileiro, cabe à Polícia Federal a elucidação de casos criminais envolvendo a fauna aquática no país. Em Alagoas, há dois inquéritos criminais envolvendo maus-tratos a peixes-boi investigados pela Polícia Federal, através da Delegacia de Meio Ambiente (Delemaph). 

KATU: CORTADO COM BISTURI 

O primeiro, instaurado no ano de 2013, investiga o caso de um filhote chamado Katu, que teve parte de sua pele cortada com a utilização de um bisturi, o que, segundo a delegacia, caracteriza biopirataria. Quatro meses depois desse episódio, o mesmo Katu foi golpeado com uma arma branca – provavelmente um facão – na cabeça. 

De acordo com informações colhidas na Delemaph, este episódio envolvendo o facão provavelmente foi causado por pescadores, que, por pura ignorância, costumam agredir os animais por eles “atrapalharem a pesca”, principalmente quando são usadas redes. 

FONTINHO FOI MORTO COM TIRO NA CABEÇA 

Já no ano de 2014, outro peixe-boi, chamado de “Fontinho”, que havia sido tratado pelo ICMBio e reintroduzido na natureza aos seis anos de idade, foi encontrado morto na Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte do Estado, com um tiro na cabeça.

Segundo a Delemaph, foram apreendidos cartuchos da munição usada para abater o animal. A investigação, atualmente, busca provas para que seja comprovada a culpa dos suspeitos, já identificados. 

PENALIDADES 

Se forem comprovados os crimes, os responsáveis poderão responder pelo crime previsto na Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98 artigos 29 e 32, que podem levar à prisão por um período de 6 meses até 1 ano e 3 meses. No caso do peixe-boi, como a espécie é ameaçada de extinção, o artigo 29 prevê um acréscimo de 50% na pena determinada pela Justiça. 

Já no artigo 32, que diz respeito a maus-tratos de animais, a punição aumenta caso ocorra a morte do animal. Além disso, dependendo das circunstâncias do fato, outros crimes do Código Penal podem ser configurados para a mesma conduta, aumentando a pena dos infratores, tais como formação de quadrilha ou bando (artigo 288 do Código Penal), contrabando ou descaminho (artigo 334 do Código Penal), dentre outros crimes. 

INSTITUTO BIOTA: DE FILHOS DE ‘PREDADORES’ A GUARDIÕES DA VIDA MARINHA 

Foi às margens do mar de Riacho Doce, no Litoral Norte de Alagoas, que dois dos sete filhos de uma família de pescadores decidiram seguir passos diferentes dos pais, e dedicar a vida à causa ambiental. 

Convivendo quase diariamente com a presença de tartarugas marinhas, que buscavam nas areias mornas e águas calmas da praia o ninho perfeito para seus filhotes, os irmãos Bruno Stefanis e Silvanise Marques dos Santos se apaixonaram pela causa e decidiram, ainda crianças, dedicar suas vidas aos seres marinhos. 

“Nossos irmãos decidiram seguir a profissão de nossos pais, mas nós fomos no sentido contrário”, lembrou, saudoso, Bruno. “Queríamos ajudar de alguma forma, abrir um leque de possibilidades de conscientização da comunidade de pescadores onde vivíamos”, disse o agora biólogo. 

Já adultos, Bruno especializou-se em vida marinha enquanto Silvanise – ou Nise para os amigos – decidiu ser professora. Ambos tinham em mente influenciar as novas gerações para que não só as tartarugas saíssem da zona de extinção, como também que o mar onde elas habitam fosse mais seguro.  “Não adiantaria liberar filhotes em uma praia poluída, cheia de lixo. Seria sacrifício, não preservação”, explicou Bruno. 

E assim nasceu o Instituto Biota de Conservação no ano de 2009. Além dos irmãos, outros cinco voluntários, incluindo a esposa de Bruno, deram o passo inicial no que era, para muitos, um sonho inalcançável. “Por muitas vezes fomos desencorajados pois nenhum trabalho parecido tinha sido feito antes”, recordou. 

Atualmente, o Biota conta com 15 voluntários dedicados à causa de maneira quase celibatária, que e ao longo de seis anos, tornou-se uma das principais referências de conservação de tartarugas e mamíferos como baleias e golfinhos, no estado. 

PARCERIA PODE MELHORAR MAPEAMENTO 

Sem sede física, depois de sete anos de luta e trabalho árduo, o Biota conseguiu este ano uma parceria técnica com o Governo do Estado, onde o Executivo fornecerá dois estagiários que farão, juntamente com a equipe, o monitoramento dos ninhos de tartarugas e mamíferos em geral. “O apoio do poder público ajuda a angariar novos recursos, pelos quais estamos lutando há anos”, explicou Nise Santos. 

VEJA VÍDEO: 

ADOTE UM NINHO 

Para  quem quer ajudar nas despesas de monitoramento das tartarugas marinhas, foi instituído pelos biólogos a campanha “Adote um Ninho”, onde o parceiro pode contribuir financeiramente com o instituto e acompanhar a desova dos filhotes, no dia determinado. As doações são a partir de R$10/mês. 

POR QUE AL É CONSIDERADO UM BERÇO DE TARTARUGAS? 

De acordo informações do Biota, as tartarugas fêmeas costumam procurar praias desertas e de águas calmas para postar seus ovos, o que é padrão no Litoral alagoano. Nas regiões onde há formação de recifes,  como no Litoral Norte, principalmente.

De cada mil filhotes, apenas um chega à fase adulta. O horário preferido é o anoitecer, quando a temperatura já está amena e a falta de luz natural protege os filhotes de possíveis predadores naturais. 

Após a postura, a fêmea volta para o mar e o calor da areia passa auxiliar no desenvolvimento dos embriões dentro dos ovos. “Quanto mais quente, maior a probabilidade de nascerem mais fêmeas. O contrário ocorre com os machos”, explicou Nise. As cinco espécies encontradas no país continuam ameaçadas de extinção, segundo critérios das listas brasileira e mundial de espécies ameaçadas. Das cinco, quatro desovam no litoral brasileiro - e, por estarem mais expostas, são as mais ameaçadas: cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea) e de Couro (Dermochelys coriacea)

INSTITUTO CHICO MENDES: PRESERVAÇÃO DO PEIXE-BOI MARINHO 

Pensando em combater a extinção de um dos mamíferos mais dóceis de todos os mares, um verdadeiro santuário ambiental foi criado no ano de 2010, no município de Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas, para cuidar, abrigar e reintroduzir na natureza os conhecidos peixes-boi marinho ou Trichechus manatus.  

Ameaçados de extinção no Brasil, esses grandes mamíferos são protegidos desde 1990 pelo Centro Nacional de Conservação e Manejo de Sirênios. 

Administrado pelo ICMBio, o local é o único cativeiro de aclimatização (onde os animais passam a ter contato com fatores que encontrarão após a soltura, tais como mudança de marés, correntes marinhas e presença de outros animais, antes da liberação) que permanece ativo no país e encontra-se inserido dentro do estuário do rio Tatuamunha.

Construída inicialmente com o objetivo único de permanência de animais para a reintrodução, a Área de Proteção Ambiental das Costas dos Corais (APACC), terminou sendo ampliada em 2015, para abrigar peixes-boi marinhos machos adultos que não conseguiram  inaptos para a soltura.

Segundo um dos biólogos responsáveis pelo cativeiro, Iran Normande, a grande dificuldade do projeto é manter-se, mesmo com o corte de 30% dos funcionários. 

VEJA VÍDEO: 

Desde 1994 já foram reintroduzidos 30 peixes-boi marinhos em Alagoas, inclusive o assassinado com um tiro na cabeça, em 2014.  Atualmente existem cinco mamíferos adultos no cativeiro de Porto de Pedras, e um filhotinho. 

SACERDÓCIO AMBIENTAL

O amor aos animais torna-se quase uma religião para voluntários que dedicam grande parte da vida na preservação de animais ameaçados de extinção. Enquanto muitos desconhecem a situação dessas espécies, outros doam tempo, energia e dinheiro, para a causa. 

O biólogo Flávio Lins, contou durante entrevista ao TNH1 que bastou uma visita ao santuário ICMBio para se apaixonar pelos dóceis mamíferos. “Hoje passo mais tempo aqui do que em casa”, confessou timidamente. “Desde criança sou apaixonado por bois-marinho, inclusive eles serviram de motivação até para decidir minha profissão”. 

Já para Nise, semanalmente, três dias são dedicados ao Biota. “Foi amor à primeira vista” disse ela, com os olhos alegres, durante uma das solturas de filhotes, realizada na Praia da Sereia, em Maceió. 

“Precisamos compartilhar a importância da preservação ao máximo, principalmente com as crianças, que poderão mudar a situação de extinção que muitos animais vivem atualmente”, concluiu a professora.

Veja mais imagens obtidas pela reportagem in loco, nas redes sociais e pelos institutos de preservação da vida marinha:

Morrendo na praia: a rota do encalhe de tartarugas e mamíferos no Litoral de Alagoas
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