Um vídeo de um animal semelhante a um tubarão em Maragogi, Alagoas, gerou preocupação entre banhistas, mas especialistas acreditam que se trata de um bijupirá, um peixe ósseo que se assemelha a tubarões. A confusão é comum devido à aparência similar, mas o biólogo Nilson Queiroz esclareceu as diferenças entre as espécies.
As imagens do animal foram divulgadas em um momento sensível, após ataques de tubarão em Pernambuco que resultaram em amputações. Queiroz explicou que o ambiente em Alagoas é equilibrado e não propício a ataques, diferentemente da situação em Recife, onde fatores como poluição e proximidade de portos atraem tubarões.
O biólogo tranquilizou a população, afirmando que não há registros de ataques de tubarão no litoral alagoano, destacando que, embora tubarões estejam presentes, o ambiente limpo e conservado da região contribui para a segurança dos banhistas. Ele enfatizou que os humanos não são presas naturais para os tubarões, mas podem ser confundidos em certas circunstâncias.
O vídeo de um animal semelhante a um tubarão causou alvoroço em banhistas frequentadores do mar de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. O bicho de cor cinza apareceu próximo a um barco e assustou os tripulantes que registraram a aparição em vídeo (veja abaixo). No entanto, em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, o biólogo Nilson Queiroz destacou que há grande probabilidade de o peixe ser um Bijupirá.
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"As imagens são inconclusivas, mas pelo formato da cauda, do local onde está, e pelo tamanho do animal, é muito provável que seja um bijupirá, um peixe ósseo, e diferente dos tubarões, têm espinhas. Os peixes cartilaginosos como tubarões e arraias não têm. É muito comum ter essa confusão entre bijupirá e tubarão, porque visto de fora da água, nadando, são parecidos. Mas é muito provável que seja um bijupirá", disse o biólogo.
"Os dois têm tom cinza de coloração, mas dá para ver que aparece só uma barbatana dorsal. Nos tubarões-lixa são duas barbatanas, além disso o formato da cauda lembra muito o bijupirá", acrescentou.
As imagens foram captadas e repercutiram na internet nesta sexta-feira (12), cerca de 10 depois de dois ataques de tubarão que deixaram vítimas no estado vizinho de Pernambuco. As duas pessoas, sendo uma criança de 11 anos e uma jovem de 19, sobreviveram, mas tiveram os membros amputados.
"Tubarões existem em qualquer mar. A diferença de Alagoas para o estado vizinho é que o ambiente daqui tem equilíbrio. Existem tubarões e alimentos para eles, então é um ambiente equilibrado que não proporciona nenhum ataque. A parte de Recife é algo extremamente exclusivo, pois eles têm um canal próximo à costa, água suja, porto que destruiu o mangue e abatedouros próximos que atraíram os animais. Um conjunto de fatores que criam um ambiente propício para ataques. Na costa de Alagoas, o ambiente é protegido por corais, conservado, limpo, livre de poluição e com alimentos suficientes para os animais".
Ainda conforme o depoimento de Queiroz, o ser humano não é uma presa para os tubarões, porém, por estar no habitat dos animais, pode ser confundido como uma. "Esses ataques são confundidos. O tubarão na água turva, em ambiente com fome, com sangue na água, coisas que atraem o tubarão, causam essa confusão. O ser humano não é presa para o tubarão".
Por fim, o biólogo tranquilizou a população ao destacar que não existe registro de ataque de tubarão no nosso Litoral. "Temos tubarões no nosso mar? Temos! Mas não há registro de ataques, pois temos um ambiente equilibrado", finalizou.