Quando deverá ser o pico do Super El Niño em 2026?

Publicado em 22/07/2026, às 13h35
Casas alagadas em São Lourenço do Sul, RS, em 2025 - Jorge Schneid / Defesa Civil
Casas alagadas em São Lourenço do Sul, RS, em 2025 - Jorge Schneid / Defesa Civil

Por Folhapress

A formação de um Super El Niño promete impactar significativamente o clima no Brasil, especialmente no Sul, com picos de intensidade esperados entre outubro e dezembro, conforme a MetSul Meteorologia.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA confirmou a consolidação do fenômeno, que pode ser o mais forte em 150 anos, com anomalias de temperatura no Pacífico Centro-Leste chegando a +4°C, além de chuvas excessivas e temporais já afetando a região.

O Rio Grande do Sul já enfrenta os efeitos do fenômeno, com enchentes e riscos de cheias, e a previsão é de aumento na frequência de tempestades severas, embora a repetição de tragédias como as de 2024 não possa ser confirmada devido à complexidade dos fatores envolvidos.

Resumo gerado por IA

A projeção da formação de um Super El Niño promete alterar de forma significativa o clima no Brasil nos próximos meses.

O pico do Super El Niño é esperado entre os meses de outubro, novembro e dezembro. Os impactos tendem a se intensificar no decorrer deste segundo semestre, segundo a MetSul Meteorologia.

Os efeitos serão mais expressivos e preocupantes no Sul do Brasil. De acordo com avaliação da MetSul, além do Rio Grande do Sul, bastante afetado entre 2023 e 2024, os estados de Santa Catarina e Paraná também serão muito atingidos.

O El Niño já começou oficialmente. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a consolidação das condições do fenômeno no Oceano Pacífico, com alertas de 81% de probabilidade para atingir intensidade muito forte (Super El Niño).

El Niño pode ser o mais forte em 150 anos. A previsão aponta que o evento superará os anteriores porque a anomalia de temperatura no Pacífico Centro-Leste deve alcançar entre +3°C e +4°C. Esse nível de aquecimento nunca foi observado nos últimos 150 anos.

Evento se desenvolveu muito mais cedo que em outros anos. O grande diferencial é a rapidez da formação, atingindo o patamar de +2°C de anomalia já na metade do ano. Em episódios históricos como os de 1982, 1997 e 2023, essa marca só foi alcançada no final do ano.

Mesmo longe de seu ápice, fenômeno já demonstra força ao alterar o clima no país. A consequência imediata tem sido a chuva excessiva e temporais no Sul, além de bloqueios atmosféricos nas demais regiões.

Volumes de chuva devem atingir níveis extremos nos próximos meses. Os acumulados de precipitação aumentam expressivamente no Sul a partir de julho, com alto risco de cheias de rios e enchentes.

O Rio Grande do Sul amanheceu hoje sob a primeira enchente do El Niño 2026-2027. Rios fora do leito nos vales e outras áreas do centro e do norte do estado foram registrados após volumes excessivamente altos de chuva que atingiram até duas vezes a média histórica de precipitação de julho inteiro.

Frequência de tempestades severas será cada vez maior na região Sul. A partir de agora, cresce consideravelmente a ocorrência de temporais acompanhados de granizo e ventos fortes. Episódios mais graves podem gerar fenômenos de grande poder destrutivo, como tornados e microexplosões atmosféricas.

Ainda segundo a MetSul, não é possível confirmar a repetição do cenário de 2024 no Rio Grande do Sul. Embora este El Niño possa ser mais forte que o anterior, tragédias dessa magnitude dependem da combinação de múltiplos fatores no curto prazo. Como cada evento produz impactos diferentes, não há como prever enchentes catastróficas com antecedência prolongada.

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