Novas manchas de óleo foram encontradas na Praia do Saco, em Marechal Deodoro, um dia após registros entre Riacho Doce e Guaxuma, levantando preocupações sobre a origem da substância e seus impactos ambientais.
A origem do óleo é desconhecida, e investigações estão em andamento para determinar se está relacionado ao derramamento de 2019 ou a bacias petrolíferas vizinhas, com amostras sendo enviadas ao Ibama e à Marinha para análise.
A Prefeitura de Marechal Deodoro realizará a limpeza da área, enquanto o Instituto Biota recomenda que a população não toque no material e acione as autoridades, devido aos riscos para banhistas e animais marinhos.
Um dia após manchas de óleo serem registradas entre as praias de Riacho Doce e Guaxuma, em Maceió, novos vestígios da substância foram encontrados, na manhã desta quarta-feira (9), na faixa de areia da Praia do Saco, em Marechal Deodoro, no Litoral Sul de Alagoas.
LEIA TAMBÉM
A origem do óleo ainda é desconhecida. Não há confirmação se o material está relacionado ao derramamento que atingiu o litoral brasileiro em 2019 ou se tem origem em alguma bacia petrolífera de estados vizinhos.
Segundo o Instituto Biota, amostras serão encaminhadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Marinha do Brasil para análise. O objetivo é identificar a composição da substância e investigar uma possível origem.
A limpeza da área deve ser realizada pela equipe da Prefeitura de Marechal Deodoro. De acordo com o biólogo e diretor-executivo Bruno Stefani, do Instituto Biota, a retirada precisa ser feita rapidamente e por equipes protegidas, para evitar que o óleo permaneça no ambiente, seja levado novamente ao mar ou entre em contato com animais.
Riscos para banhistas e animais
O Instituto Biota orienta que a população não toque nem tente recolher o material sem equipamentos de proteção. Ao identificar manchas, a recomendação é acionar os órgãos responsáveis.
A permanência do óleo na areia pode fazer com que a substância se misture aos sedimentos e às algas e seja ingerida por animais, incluindo tartarugas marinhas.
Relembre
Em 2019, um derramamento de óleo de origem desconhecida atingiu os nove estados do Nordeste, além do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Em Alagoas, a foz do Rio São Francisco, em Piaçabuçu, também foi afetada.
* Estagiária sob supervisão
LEIA MAIS
+Lidas