Jantar e bebidas: PC detalha momentos que antecederam morte de policiais por colega de farda

Publicado em 20/05/2026, às 16h10
Da esquerda para direita: delegados Sidney Tenório, Eduardo Mero, Antônio Carlos Lessa e Flávio Dutra - Reprodução / PC-AL
Da esquerda para direita: delegados Sidney Tenório, Eduardo Mero, Antônio Carlos Lessa e Flávio Dutra - Reprodução / PC-AL

Por TNH1

Dois agentes da Polícia Civil de Alagoas, Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, foram assassinados por um colega, Gildate Goes Moraes Sobrinho, em uma viatura durante uma parada para jantar em Delmiro Gouveia. O crime ocorreu após os policiais terem consumido bebida alcoólica e está sendo investigado pela corporação.

Gildate, que estava no banco traseiro da viatura, disparou contra os colegas, que estavam na frente, resultando em suas mortes instantâneas. A polícia encontrou evidências, incluindo a arma do crime e um tênis sujo de sangue, além de uma munição intacta no veículo.

O autor do crime foi preso em flagrante e teve sua prisão preventiva decretada, além de ser submetido a exames toxicológicos. A investigação está sendo conduzida por uma comissão de delegados, que trata o caso como homicídio qualificado devido à impossibilidade de defesa das vítimas.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil de Alagoas montou uma comissão de delegados para investigar as mortes dos agentes Yago Gomes Pereira, 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, 47, mortos a tiros pelo colega de farda Gildate Goes Moraes Sobrinho, 61, em uma viatura da Polícia Civil. O crime aconteceu na madrugada dessa quarta-feira, 20, na cidade de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. Segundo os delegados responsáveis pela comissão, os três agentes tinham acabado de finalizar uma ocorrência em Piranhas, quando pararam no município para jantar e passaram cerca de 04 horas no local, inclusive, com ingestão de bebida alcoólica.

Os detalhes foram divulgados na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, em Jacarecica, na tarde desta quarta-feira, 20. Representaram a corporação os delegados Eduardo Mero (delegado-geral adjunto), Antonio Carlos Lessa (diretor de polícia da região do Sertão), Sidney Tenório (diretor da DHPP) e Flávio Dutra (coordenador das delegacias de homicídios do interior). Eles detalharam a dinâmica do dia de trabalho dos três agentes na última terça.

"A dinâmica até então, o que se sabe é que a equipe, à tarde, foi a Olho D'Água do Casado para realizar cumprimento de mandado de prisão cível. Não foi frutífera a diligência em Olho D'Água do Casado, e eles conseguiram a informação de que esse alvo estaria em Piranhas. Se deslocaram até Piranhas, localizaram o alvo, mas foi esclarecido que esse mandado não estava mais vigente por conta do pagamento da pensão naquele dia. Levaram essa pessoa ao CISP de Piranhas, registraram tudo por meio de um BO e concluíram a missão de trabalho naquele dia. Por volta das 18h30, os três pararam em Piranhas, jantaram e fizeram ingestão de bebida alcoólica".

Gildate foi preso em flagrante ainda de madrugada, na casa da companheira, atordoado, sem saber explicar o que ocorreu.

"O que o autor diz é que ele não se recorda do que aconteceu a partir da saída de Piranhas. Ele só diz que lembra que umas 22h30 saíram de Piranhas com destino a Delmiro para descansar. Só lembra desse momento, que teria entregue a direção ao Yago e foi no banco de trás descansando. Ele diz que só recorda a partir daí quando já está fora do veículo, depois do crime acontecido, tentando se localizar. Ele consegue se localizar na cidade de Delmiro e vai até a casa da companheira para descansar. Isso é o que ele relata. Ele não dá nenhum detalhe. Ele alega que não lembra de absolutamente nada nesse intervalo de tempo", disseram os delegados.

Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes (Foto: Divulgação / PC-AL)


Sinais do crime

Com o autor dos homicídios, a polícia encontrou o tênis sujo de sangue e a arma dele, que corresponde à usada na morte dos agentes.

"Não se sabe ainda a sequência dos disparos. Mas foi localizada uma munição intacta dentro do veículo, no piso do veículo. Na vítima, Yago, que estava na condução da viatura, há disparo na têmpora direita, só com orifício de entrada, sem saída. No Nivaldo, o disparo é na nuca. Foram dois disparos dentro do veículo. Depois desses disparos, ele desce do veículo e vai para a casa da companheira, é onde tem essas imagens dele caminhando a pé".

O caso está sendo tratado inicialmente como homicídio qualificado por impossibilitar a defesa das vítimas. Além de Tenório e Dutra, a comissão vai contar também com o delegado Andrei Araújo. 

O policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta quarta-feira, 20, e vai passar por exames toxicológicos. 


Entenda o caso

Gildate foi preso suspeito de matar dois outros agentes da Polícia Civil na madrugada desta quarta-feira (20), no município de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. As vítimas foram identificadas apenas como Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira.

De acordo com os primeiros levantamentos, na madrugada, eles estavam em uma viatura e retornavam de uma ocorrência, a caminho da Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.

O suspeito ocupava o banco traseiro do veículo quando teria efetuado disparos contra os dois colegas, que estavam nos bancos da frente. Ambos morreram no local. O agente foi preso.

Reprodução

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