Morte de bebê em hospital: atestado revela quanto tempo prematuro viveu e causas da morte

Publicado em 04/08/2026, às 18h29
Reprodução como eu mandei. so revise
Reprodução como eu mandei. so revise

Por Gabriel Amorim

O atestado de óbito do recém-nascido Nícolas Ravi, que morreu após cair no chão durante um parto prematuro na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, aponta que ele sobreviveu por apenas 22 minutos. O documento, obtido pelo TNH1, também detalha as causas da morte.

Segundo a família, a mãe do bebê, Morgana Lopes, de 21 anos, aguardou mais de uma hora por atendimento. Ainda na recepção da unidade, ela entrou em trabalho de parto, e o prematuro nasceu e caiu no chão. Nícolas foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.

Conforme o atestado, o bebê morreu às 17h32, após permanecer vivo por 22 minutos. O documento aponta como causas da morte insuficiência respiratória aguda, síndrome do desconforto respiratório e prematuridade extrema. Também registra a diabetes gestacional materna como condição que pode ter contribuído para o óbito.

Em nota, o Hospital da Cidade lamentou o ocorrido, informou que instaurou um procedimento para apuração rigorosa dos fatos e afirmou que adotará todas as medidas administrativas cabíveis. A família informou que pretende recorrer à Justiça para buscar a responsabilização pelo caso.

Resumo gerado por IA

O atestado de óbito do recém-nascido Nícolas Ravi, que morreu após cair no chão durante um parto prematuro na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, aponta que ele sobreviveu por apenas 22 minutos. O documento, obtido pelo TNH1, também detalha as causas da morte (veja mais abaixo).

A mãe do bebê, Morgana Lopes, de 21 anos, deu entrada na unidade de saúde na tarde de segunda-feira (3), com cerca de seis meses de gestação, após sentir dores e contrações. À reportagem, a avó de Nícolas contou que as duas chegaram ao hospital por volta das 16h05, mas aguardaram mais de uma hora pelo atendimento. Segundo ela, a bolsa rompeu ainda na recepção da unidade.

Ainda de acordo com a família, uma técnica de enfermagem chegou a aferir os sinais vitais da gestante, mas, ao se virar, o bebê nasceu e caiu no chão. Nícolas Ravi foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não sobreviveu.

Conforme o atestado de óbito, o bebê morreu às 17h32, após permanecer vivo por 22 minutos. O recém-nascido veio ao mundo pesando apenas 590 gramas.

O documento ainda aponta as causas da morte. Nele constam a insuficiência respiratória aguda, a síndrome do desconforto respiratório e a prematuridade extrema. Também registra a diabetes gestacional materna como condição que pode ter contribuído para o óbito.

Em nota (leia a íntegra ao final da reportagem), o Hospital da Cidade lamentou o ocorrido, informou que instaurou um procedimento para apuração rigorosa dos fatos e afirmou que adotará todas as medidas administrativas cabíveis.

A atualização mais recente da unidade, divulgada às 9h47 desta terça-feira (4), informa que Morgana permanece internada, sob acompanhamento da equipe multiprofissional.

Família pretende buscar Justiça

A avó de Nícolas afirmou que a família pretende recorrer à Justiça para buscar a responsabilização pelo caso. Segundo ela, até a publicação desta reportagem, nenhum familiar havia sido ouvido pela Polícia Civil ou pelo Ministério Público de Alagoas.

Nota do Hospital da Cidade

O Hospital da Cidade lamenta profundamente a ocorrência registrada na maternidade e manifesta solidariedade aos familiares neste momento de luto.

A paciente grávida de seis meses deu entrada na unidade na tarde da segunda-feira (03), sendo acolhida e submetida aos procedimentos de atendimento e avaliação previstos pelos protocolos assistenciais. Na ocasião, a maternidade contava com equipe completa de plantão, composta pelos profissionais responsáveis pela assistência obstétrica e multiprofissional.

Conforme os registros iniciais de atendimento, a gestante evoluiu rapidamente para trabalho de parto ainda durante o processo de triagem. Ela permanece internada, sob acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional, recebendo toda a assistência necessária. A família também está sendo acolhida pela instituição, com suporte do Serviço Social e atendimento psicológico.

Imediatamente após a ocorrência, o Hospital da Cidade instaurou procedimento para apuração rigorosa dos fatos, adotando todas as medidas administrativas cabíveis.

Desde a inauguração, a maternidade já realizou mais de 4 mil partos, oferecendo assistência humanizada, pautada pela segurança, acolhimento e cuidado com gestantes, puérperas e recém-nascidos.

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