Mulher com doença rara é alertada de que poderia morrer se engravidasse e recebe proposta inesperada da irmã

Publicado em 01/11/2026, às 14h36
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Revista Crescer

Aimee Morrisby, que nasceu com a doença de Hirschsprung, enfrentou desafios significativos para realizar seu sonho de ser mãe, incluindo cirurgias e a necessidade de um estoma, que complicaram uma possível gestação. Após a frustração de uma cirurgia malsucedida, Aimee e seu marido aceitaram a possibilidade de não terem filhos biológicos.

A irmã de Aimee, Shayna, ofereceu-se para gestar a criança, o que levou o casal a retornar à sua cidade natal. Shayna engravidou e deu à luz Francesca, permitindo que Aimee e Jake realizassem seu sonho de família, embora enfrentassem desafios legais para obter o reconhecimento parental.

Após um processo judicial complexo, Aimee e Jake conseguiram o reconhecimento legal como pais de Francesca, que não herdou a condição de Hirschsprung. Aimee documentou sua jornada em um livro de memórias, que será lançado em breve, refletindo sobre suas experiências e a maternidade.

Resumo gerado por IA

Aimee Morrisby, de 36 anos, sempre sonhou em ser mãe, mas uma condição congênita rara tornou esse desejo um desafio. A escritora e palestrante nasceu com a doença de Hirschsprung de segmento longo, que afeta os nervos responsáveis pelos movimentos do intestino e dificulta a passagem dos resíduos pelo organismo.

Ao longo da vida, Aimee precisou passar por inúmeras cirurgias e ficou com apenas cerca de 60 cm do intestino delgado, enquanto o órgão costuma medir aproximadamente 6 metros em adultos. Mesmo com o histórico médico, a escritora e o marido, Jake, ainda tinham esperança de formar uma família.

Em 2014, um cirurgião colorretal tentou reposicionar o estoma — abertura no abdômen por onde os resíduos são eliminados — para tornar uma gravidez possível. A cirurgia, porém, não teve sucesso. Além disso, o útero de Aimee estava aderido a tecidos de cicatrizes de procedimentos anteriores. O médico explicou que, caso a gestação avançasse, ela poderia sofrer uma hemorragia fatal.

A notícia foi devastadora para a australiana. "Senti fisicamente meu coração se partir", lembrou em entrevista à emissora Nine Australia. Aos poucos, Aimee e Jake começaram a aceitar a possibilidade de nunca terem um filho biológico.

A irmã se ofereceu para gestar a sobrinha

O casal chegou a se mudar para a região da Gold Coast, na Austrália, quando Shayna, irmã mais nova de Aimee, entrou em contato com uma proposta inesperada. “Vocês querem ter um bebê?”, perguntou. A irmã estava disposta a gestar a criança para Aimee e Jake.
Com a proposta, os dois decidiram voltar à cidade natal para ficar perto de Shayna. Mais tarde, ela engravidou e deu à luz Francesca, hoje com 10 anos.

A experiência aproximou ainda mais as duas. As irmãs trocavam mensagens com frequência, viajavam juntas para consultas médicas em Brisbane e dividiam até momentos simples, como comer sorvete de chocolate tarde da noite.


"Na maior parte do tempo, senti alívio. O que mais me lembro é da nossa proximidade. Não senti um segundo de ciúme, apenas gratidão por alguém que eu amava estar fazendo isso por mim", contou Aimee.

O nascimento de Francesca e o reconhecimento legal

Com a chegada de Francesca, Aimee e Jake realizaram o sonho de formar uma família, mas ainda precisaram enfrentar uma etapa difícil. Na Austrália, Shayna foi inicialmente considerada a mãe legal da criança, e Aimee e Jake precisaram passar por um processo judicial para obter o reconhecimento da parentalidade.

O casal enfrentou um processo longo e caro, que envolveu audiências, aconselhamento e avaliações médicas, até conseguir o reconhecimento legal como pais da menina.


Outro momento marcante para Aimee foi descobrir que Francesca não tinha a doença de Hirschsprung. A doença de Aimee foi identificada ainda nos primeiros dias de vida, depois que ela não conseguiu eliminar o mecônio, as primeiras fezes do recém-nascido. A ausência da primeira evacuação nas primeiras 48 horas pode ser um sinal de alerta para a doença, de acordo com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

Ao saber que a filha não apresentava a condição, Aimee se emocionou ao pensar em tudo o que havia enfrentado até chegar à maternidade. "Tudo o que passamos nos levou àquele momento", recordou.


Francesca conhece a história de seu nascimento. "Ela sabe que cresceu na barriga da tia e carrega o nome da tia como seu nome do meio", disse Aimee.


Aimee reuniu parte dessa trajetória no livro de memórias Still Here, com lançamento previsto para 21 de novembro. Na obra, a mãe de Francesca aborda sua experiência com a doença de Hirschsprung e o caminho percorrido até realizar o sonho de ter uma filha.


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