Mulher conhece doador de sêmen 12 anos após dar à luz, se apaixona e os dois se casam

Publicado em 06/06/2026, às 18h49
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Extra Online

Aaron Long, um ex-taxista que doou sêmen para complementar sua renda, se tornou o pai biológico de Alice, uma menina concebida por Jessica Share e sua esposa através de doação anônima, o que gerou uma história que se tornou um documentário.

Após a descoberta de sua paternidade por meio de um teste de DNA, Alice e sua mãe Jessica localizaram Aaron, resultando em um inesperado romance entre Jessica e Aaron, que desafiou normas sociais e expectativas familiares.

O casal se casou e formou uma família, agora vivendo nos arredores de Seattle, enquanto um documentário sobre sua história, intitulado 'Dad Genes', está sendo exibido em festivais de cinema, destacando a singularidade de sua trajetória familiar.

Resumo gerado por IA

Em 1994, Aaron Long, aos 28 anos, formado em Escrita Criativa pela Universidade Johns Hopkins, regressou à sua cidade natal, State College (Pensilvânia, EUA), depois de um ano ensinando inglês nas Ilhas Canárias (Espanha).

Aaron começou a trabalhar como taxista. Foi quando ele viu um anúncio em jornal de um banco de esperma local procurando homens saudáveis, de 18 a 35 anos, para participar de um programa de doação de sêmen para ajudar pacientes com infertilidade. Decidiu aderir e complementar a renda.

"Eu estava num relacionamento a distância com uma mulher na Alemanha, então doar sêmen me pareceu uma boa ideia na época. Eles pagavam US$ 40 por visita", contou o americano, que visitou o local duas vezes por semana durante um ano.

Foi aí que Jessica Share entrou na história, que neste ano virou um documentário. À época ela era casada com uma mulher e morava em Eugene (Oregon, EUA). Estava ansiosa para ter um filho com ela. Então ela se deparou com a descrição do "Doador nº 2008".

"Ele listou sua profissão como taxista e músico e disse que tinha um diploma em escrita criativa", recordou Jessica. "Minha esposa e eu dissemos: 'É esse o DNA que queremos'. Parecia romântico imaginá-lo dirigindo um táxi e escrevendo um livro", completou ela.

Então, o casal comprou dois frascos do esperma do doador anônimo (Aaron Long) em setembro de 2004. Jessica logo engravidou de Alice.

"Nove meses depois, tivemos um bebê perfeito", disse Jessica.

Após dois anos, o casal comprmou mais dois frascos do sêmen de Aaron. Desta vez, foi a esposa de Jessica quem deu à luz, em 2007. Mas o relacionamento acabou logo depois. A ex de Jessica se mudou com a outra filha do casal, Soren. Pela lei, Jessica não tinha direitos parentais sobre ela e "não houve contato".

Onze anos depois, em 2016, Alice se interessou em descobrir sua genealogia. Ela sabia que havia sido concebida com a ajuda de um doador anônimo e, depois que sua avó lhe deu um presente de Natal de alta tecnologia — um teste de DNA da 23andMe — ela descobriu que havia 50% de chance de Aaron Long, que na época morava em Seattle, ser seu pai.

Em julho do ano seguinte, Jessica localizou Aaron e viajou com Soren para conhecê-lo. Era pela filha, mas acabou mudando radicalmente a vida dela.

"Eu me apaixonei pelo meu doador de sêmen", contou ela.

O caso se espalhou mundo afora, sendo destaque em jornais de vários países. Uma emissora chegou a cogitar um reality, mas a ideia não avançou.

"Houve uma matéria publicada no Japão com o título 'Seu esperma torna mulheres heterossexuais'. Aaron tem muito orgulho disso", relembrou a americana, que até então era lésbica.

Jessica e Aaron se casaram e formaram um família improvável.

"Somos uma família normal", garante Jessica, que trabalha para uma agência de relações públicas digitais.

No início deste ano, foi lançado um documentário sobre eles. Originalmente intitulado "$40 a Pop", agora se chama "Dad Gene"s e está sendo exibido em festivais de cinema.

O casal, agora com os filhos já criados, mora nos arredores de Seattle (EUA) com oito galos muito barulhentos que resgataram durante a pandemia de Covid-19.

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