Alagoas

'Não queremos vingança, queremos justiça', diz filho de vítima de afogamento

Dayane Laet com TV Pajuçara | 29/08/19 - 10h35 - Atualizado em 29/08/19 - 10h35
Reprodução / TV Pajuçara

Familiares das mulheres que morreram no último dia 27 de julho depois que a embarcação em que estavam afundou no mar de Maragogi, Litoral Norte de Alagoas, foram ouvidos nessa quarta-feira (28), pela promotora da cidade, Francisca Paula, e no final da tarde pelo oficial da marinha que atua na Capitania dos Portos, já em Maceió.

No acidente, duas idosas morreram afogadas: Maria de Fátima Façanha da Silva, de 66 anos, e Lucimar Gomes da Silva, de 68 anos. E o inquérito já foi concluído, com o indiciamento do marinheiro por homicídio culposo, quando não se tem a intenção de matar. Mas o filho de dona Lucimar, Paulo, que falou em entrevista à TV Pajuçara, diz que a família quer que todos os envolvidos sejam ouvidos.

"No momento, apenas o marinheiro que conduzia a embarcação está sendo indiciado, mas e o dono da empresa? Não é preciso apurar isso e ouvir todos os envolvidos?", questionou. "É baseado nisso que clamamos por justiça, não por vingança. O que nos move é o amor que sentíamos por nossas mães", acrescentou, emocionado.

O acidente

A embarcação com 54 turistas e seis tripulantes deixou a costa de Maragogi ainda pela manhã do sábado (27), com o tempo relativamente bom, segundo testemunhas. Todos os ocupantes conseguiram se salvar sem ferimentos, com exceção das duas idosas. "Desejo que ninguém mais passe por isso, porque perder um ente querido no ciclo natural da vida já é doloroso, perder em uma tragédia então...  Não tem um dia em que eu não pense nela, que não sinta a dor da perda da minha mãe", lamentou. "Primeiro recebi uma mensagem dela dizendo que estava muito feliz em Maragogi. Depois de uns dias, recebi a ligação avisando do acidente. Não há palavras para descrever o que senti", relembrou.  

Dez pessoas da família de Paulo estavam no catamarã. A embarcação estava com a permissão municipal cancelada e era inapropriada para fazer passeios para as piscinas naturais, segundo confirmou ao TNH1 na época, o secretário municipal de Meio Ambiente de Maragogi, Gabriel Vasconcelos. De acordo com o secretário, cerca de 40 dias antes do acidente a embarcação foi multada pela Prefeitura em R$ 5 mil e fazia o serviço de forma clandestina.

Assista à reportagem completa: