O senador Renan Calheiros (MDB), que vai tentar este ano seu quinto mandato seguido de senador, foi quem convenceu o deputado estadual Dr Wanderley (médico José Wanderley Neto), seu correligionário de partido, a também concorrer ao Senado.
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Convite feito, convite aceito.
No lançamento da sua pré-campanha, Wanderley, figura muito admirada na política e no meio médico, demonstrou prestígio e atraiu muita gente à sede do MDB, desencadeando a partir daí sua candidatura junto aos colegas profissionais de Medicina.
Ultimamente, Renan Calheiros tem demonstrado apreço também ao ex-deputado estadual Davi Davino Filho, que sábado passado lançou sua pré-candidatura ao Senado pelo Republicanos.
Qual seria, pois, o interesse de Renan em ter Wanderley e Davi Filho como concorrentes?
Ambos têm boa aceitação junto ao chamado eleitor avulso, aquele que é independente na hora de escolher seu candidato, não é de votar em políticos tradicionais, e predomina na Grande Maceió - a Capital e cidades circunvizinhas -, justamente onde a rejeição de Renan Calheiros é muito alta.
Através de Wanderley e Davi, o veterano senador do MDB procura tirar votos do deputado federal Alfredo Gaspar (PL), que sem quase nenhum prefeito o apoiando ainda assim lidera todas as pesquisas de intenção de voto como pré-candidato ao Senado, justamente porque sua base eleitoral é o eleitor independente.
O maior trunfo de Alfredo Gaspar é a postura de combate à criminalidade e o enfrentamento à corrupção, algo que colocou em prática em Alagoas como chefe do Ministério Público e Secretário de Segurança Pública, reafirmando essa postura como relator da CPMI do INSS.
Quantos menos votos Alfredo tiver, melhor para Renan.
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