O que é verdade e mentira sobre naufrágio do Titanic, que ocorreu há 112 anos

Publicado em 15/04/2026, às 22h39
Atlantic Productions Magellan
Atlantic Productions Magellan

Por O Tempo

O naufrágio do RMS Titanic, que ocorreu em 1912 após colidir com um iceberg, resultou na morte de mais de 1.500 pessoas e continua a ser um tema de interesse, especialmente após a popularização do evento pelo filme de James Cameron.

O filme retrata com precisão vários aspectos do desastre, como o horário do afundamento, a divisão do navio e personagens inspirados em pessoas reais, embora inclua elementos fictícios, como o romance entre Jack e Rose.

Embora o Titanic nunca tenha sido oficialmente chamado de 'inafundável', a tragédia gerou mitos e adaptações, e estudos recentes corrigem algumas representações, como a inclinação do navio no momento da ruptura.

Resumo gerado por IA

O naufrágio do RMS Titanic completa mais um aniversário nesta quarta-feira (15/4). O transatlântico britânico afundou por volta das 2h20 de 1912, após colidir com um iceberg no Oceano Atlântico Norte, deixando mais de 1.500 mortos durante sua viagem inaugural de Southampton para Nova York.

Mais de um século depois, a tragédia ainda desperta curiosidade, inclusive de pessoas que investem grandes quantias para tentar visitar os destroços, o que acabou em desastre no caso do Titan. Parte dessa história foi popularizada no cinema por James Cameron, diretor do filme Titanic, que realizou dezenas de expedições ao local do naufrágio.

A seguir, veja o que é verdade e o que é mito sobre o desastre e a representação no cinema:

O que o filme acertou

Horário e detalhes visuais

Cenas do filme fazem referência ao horário real do afundamento, incluindo o momento em que a água já domina grande parte do navio. Há também recriações inspiradas em registros reais, como a imagem de um menino brincando no deck, baseada em uma fotografia tirada por um passageiro.

Navio se partiu ao meio

Estudos confirmam que o Titanic realmente se dividiu em duas partes antes de afundar completamente. A popa já estava parcialmente submersa quando ocorreu a ruptura, como mostrado no filme, embora com algumas diferenças.

Personagens inspirados em pessoas reais

A socialite Margaret Brown, retratada como Molly Brown, realmente ajudou passageiros a embarcar nos botes e incentivou o retorno para resgatar mais pessoas. Outro caso marcante é o do empresário Isidor Straus e da esposa Ida Straus, que decidiram permanecer juntos no navio, cena reproduzida de forma emocionante no filme.

Músicos tocaram durante o naufrágio

O líder da banda, Wallace Hartley, e outros músicos realmente tocaram para acalmar os passageiros. A escolha da música “Nearer, My God, to Thee” é plausível, embora não haja confirmação de que tenha sido a última canção.

O que é mito ou adaptação

Romance de Jack e Rose

Os protagonistas interpretados por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet são fictícios, e o sucesso do longa foi tão grande, que ajudou a ampliar o interesse pelo naufrágio. O filme se tornou uma das maiores bilheterias da história e venceu 11 estatuetas do Oscar.

“Navio inafundável”

Apesar de muito difundido, o Titanic nunca foi oficialmente anunciado como “inafundável”. A fama da resistência da embarcação se deu pela construção em partes separadas, chamadas de compartimentos.

Inclinação do navio ao se partir

No filme, o navio se quebra em um ângulo próximo de 90 graus. Estudos posteriores, no entanto, indicam que a ruptura ocorreu com cerca de 23 graus de inclinação.

Carro dentro do navio

O veículo mostrado no filme é uma réplica de um Renault Type CB Coupe de Ville. Um carro semelhante realmente estava a bordo, pertencente a um passageiro sobrevivente, mas nunca foi encontrado após o naufrágio.

Oficial que atira em passageiros

A representação do primeiro oficial William McMaster Murdoch atirando contra passageiros e depois cometendo suicídio é controversa. Não há evidências conclusivas de que isso tenha ocorrido, e familiares contestam a cena.

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