A Polícia Federal deflagrou a Operação Rábula para investigar um esquema de fraudes no Exame de Ordem Unificado da OAB, com mandados de busca e apreensão cumpridos em Maceió e São Paulo, em resposta a preocupações sobre a integridade do exame.
As investigações, iniciadas após a prisão de um homem tentando fraudar o exame em 2025, revelaram uma associação criminosa que facilitava a aprovação irregular de candidatos por meio de documentos falsificados.
A OAB Alagoas expressou apoio à operação e enfatizou a importância da lisura do exame, comprometendo-se a acompanhar os desdobramentos das investigações e a garantir que qualquer irregularidade seja rigorosamente apurada pelas autoridades competentes.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas manifestou apoio à operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (26), que apura um esquema de fraudes no Exame de Ordem Unificado (EOU) da entidade. Segundo a PF, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Maceió e São Paulo, por determinação da Justiça Federal de Alagoas.
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Em nota encaminhada à imprensa, a instituição reforçou que a lisura, a credibilidade e a segurança do EOU são princípios fundamentais e inegociáveis para a advocacia brasileira.
"Em alinhamento ao posicionamento do Conselho Federal da OAB (CFOAB), a OAB Alagoas reforça que a lisura, a credibilidade e a segurança do Exame de Ordem são princípios fundamentais e inegociáveis para a advocacia brasileira, sendo essenciais para assegurar a qualidade, a ética e a responsabilidade no exercício profissional", diz trecho na nota.
A OAB Alagoas destacou, ainda, que eventuais irregularidades devem ser rigorosamente apuradas pelas autoridades competentes, com a adoção das medidas cabíveis, sempre observando o devido processo legal.
A entidade informou que seguirá acompanhando os desdobramentos das investigações, ao lado do Conselho Federal da OAB.
A OPERAÇÃO
Intitulada Operação Rábula, a ação teve como alvo um grupo suspeito de fraudar provas da OAB por meio do uso de documentos de identificação falsos. A apuração aponta para a existência de uma associação criminosa voltada à aprovação irregular de candidatos no exame.
As investigações começaram em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem durante a segunda fase do 44º Exame de Ordem Unificado. De acordo com a Polícia Federal, ele tentava realizar a prova se passando por um candidato regularmente inscrito.
Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram indícios de uma estrutura organizada para intermediar interessados em obter aprovação no exame mediante pagamento.
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