Maceió

Operação flagra adolescentes consumindo drogas em boate em Maceió

24/04/16 - 11h58 - Atualizado em 24/04/16 - 11h58
Agência Alagoas

Uma ação conjunta entre agentes da Segurança Pública e a Operação Sossego resultou em três estabelecimentos lacrados em Maceió, dois deles, na parte alta e outro, na Praia do Sobral.

A fiscalização tem como objetivo fiscalizar bares, boates e restaurantes no que diz respeito à licença para funcionamento, presença de menores de idade, condições de higiene e acondicionamento de alimentos.

Na Boate Reggae, na Praia do Sobral, as equipes flagraram adolescentes no ambiente, consumindo "loló", além de constatar a falta de licença para funcionamento do estabelecimento. Alimentos e frascos de adoçantes utilizados para armazenar e camuflar o entorpecente foram recolhidos.

Por conta da greve dos agentes da Polícia Civil, não foi registrado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) em desfavor dos menores que estavam com o produto.

Falta de higiene

No bairro Chã da Jaqueira, a Operação Sossego visitou a boate Freeddon, antiga Scorpions. No local, segundo os técnicos, havia muitas baratas, som abusivo, comida armazenada de forma inadequada.

Também foi verificada irregularidade estrutural e falta de equipamentos pelo Corpo de Bombeiros, que interditou o espaço, com apoio da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente e a Vigilância Sanitária.

No bairro Santa Lúcia, a fiscalização encontrou no barzinho Rainha do Caldinho a situação mais problemática. Além da cozinha totalmente irregular, sem higiene, fogão sujo e animal no chão, também foi encontrado um balde com muitas larvas do mosquito Aedes aegypti.

Todas as comidas foram jogadas no lixo e o estabelecimento, lacrado. Todos os responsáveis serão autuados e precisarão se adequar às exigências para garantir o funcionamento.

"Ficamos perplexos com a falta de responsabilidade nos locais que fiscalizamos. De ontem para a madrugada deste domingo foram muitas irregularidades encontradas e temos de combater tudo que de certa forma agrida as pessoas", afirma o major João Gaia Duarte, que coordenou a Operação Sossego.