Ao apresentar seu relatório incriminando 214 pessoas, inclusive um filho do presidente Lula (PT), na última sessão da CPMI que apurou descontos indevidos em proventos de inativos e pensionistas, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL/AL), foi acusado por Lindbergh Farias (PT/RJ) de ter cometido um crime de estupro.
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Após a sessão, Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (Podemos/MS) concederam entrevista reafirmando a acusação e dando conta de que haviam encaminhado à Polícia Federal representação contra o parlamentar alagoano pedindo a apuração do fato.
Ontem, Alfredo Gaspar divulgou imagens e documentos de um teste de DNA, feito por sua própria iniciativa, comprovando inocência.
“Fui acusado de forma covarde por um crime que jamais pratiquei, como cortina de fumaça justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República. O PT age assim, jogando sujo”, disse.
O deputado anunciou também medidas contra seus acusadores, incluindo ações judiciais nas áreas cível e criminal, além de representações pedindo a cassação de mandatos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
São pontos positivos para Alfredo Gaspar a iniciativa em fazer voluntariamente o teste de DNA e responsabilizar, política e judicialmente, Lindbergh Farias e Soraia Thronicke.
Resta apurar os efeitos políticos sobre ele próprio, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Senado, tendo em vista haver transcorrido quase um mês entre a acusação e o esclarecimento.
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