Polícia

Pai de John Guilherme estaria ingerindo bebida alcoólica no momento do afogamento, diz polícia

Eberth Lins | 10/09/20 - 10h51 - Atualizado em 10/09/20 - 11h43

O pai do menino John Guilherme Marcelo de Oliveira, que morreu afogado no Rio Jacuípe, em Ibateguara, Zonada da Mata alagoana, no último domingo (06), será indiciado por homicídio culposo, quando uma pessoa tira a vida de outra sem a intenção, por negligência, imprudência ou imperícia.

A criança tinha um ano de quatro meses e foi encontrada morta presa a arames farpado às margens do rio, no povoado Canastra, na manhã da segunda-feira (07).

O delegado responsável pelo caso, Edberg Oliveira, informou ao TNH1 que já finalizou as oitivas e que concluiu pela negligência do pai, segundo ele, um homem de aproximadamente 30 anos.

"O pai confirmou que minutos antes estava ingerindo água ardente enquanto cuidava da criança, quando deu conta de que o menino tinha sumido", frisou.

Foram ouvidos pela polícia a mãe, o pai e avó do menino. De acordo com o delegado, a versão de que o pai tinha levado as crianças - John Guilherme e um irmão de seis anos - para trabalhar no povoado Canastra e depois pedido que ambos retornassem sozinhas para casa foi descartada.

"Durante as oitivas nós identificamos que o irmão mais velho tinha retornado para casa com a avó e com uma tia, mas que o John ficou aos cuidados do pai que estava fazendo uma fogueira para limpar um terreno enquanto a criança brincava", detalhou.

O Instituto Médico legal (IML) já confirmou que a causa da morte da criança foi asfixia por afogamento, no entanto, a Polícia Civil aguarda o recebimento oficial do laudo para os procedimentos cabíveis. "Vamos encaminhar o caso para o Ministério Público, para que ofereça denúncia e dê sequência ao processo criminal", pontuou o delegado Edberg Oliveira.

Se condenado, conforme o Artigo 121, §3º do Código Penal Brasileiro, o pai  do menino John Guilheme pode ficar até três anos preso.

Veja vídeos enviado pelo delegado à imprensa