Nordeste

Paysandu pedirá anulação do jogo contra o Náutico no mata-mata da Série C

Agência Futebol Interior | 10/09/19 - 17h00 - Atualizado em 10/09/19 - 17h20
Jorge Luiz / Paysandu

O Paysandu recorrerá ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para pedir a anulação da partida disputada contra o Náutico no último domingo, pela rodada de volta das quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro, nos Aflitos. Na partida, o árbitro marcou um pênalt a favor do Timbu, em decisão muito contestada pelos bicolores, aos 49 minutos do segundo tempo, quando o Papão vencia por 2 a 1. Jean Carlos converteu a cobrança e levou a disputa para as penalidades, que terminaram com a vitória e o acesso alvirrubro.

“A primeira medida foi inverter a viagem que faria de volta à Belém e vim direto ao Rio de Janeiro, onde passei o dia de hoje segunda-feira) com uma pauta focada com escritórios e especialistas nessa área para que a gente possa dar entrar com pedido de impugnação da partida, apoiado na legislação do campeonato”, afirmou o Ricardo Gluck Paul, presidente do Paysandu, em entrevista ao canal Fox Sport.

“Temos um prazo de 48 horas desse pedido de impugnação e nós faremos o pedido certamente terça-feira. E nós esperamos que o STJD seja coerente e aceite a impugnação para que haja um julgamento que seja capaz de reverter essa verdadeira injustiça que aconteceu nos Aflitos”, completou. 

Pelas redes sociais, o Papão da Curuzu subiu a hashtag "GarfadaDosAflitos". O post no Twitter teve mais de 900 retweets e 4,8 mil curtidas. Veja abaixo. 

'Erro de direito'

Árbitro da partida, Leandro Vuaden marcou o pênalti a ver a bola tocar o braço do bicolor Anderson Uchôa após Caíque Oliveira tirar de cabeça. Os dois jogadores estavam muito próximos no lance e o toque de Uchoa foi conseqüência da ação do companheiro. Segundo Gluck Paul, a marcação foi um erro de direito.

“O ponto principal foi o erro de direito que aconteceu no jogo. O pênalti foi marcado faltando 40 segundos para acabar o jogo. Um pênalti marcado na bacia das almas, porque injustamente foi marcado 5 minutos de acréscimos, num segundo tempo que teve dois gols e nenhuma expulsão. Nada que justificasse 5 minutos de acréscimo. Num lance onde o árbitro está no máximo a um metro do evento que originou o pênalti, E um pênalti esdrúxulo difícil de marcar. A gente não sabe nem o que ele quis marcar. Bola na mão? Qual foi a justificava?”, questionou o mandatário.

"Quando se tem dois companheiros do mesmo time atuando numa situação dessa, quando a bola vai na direção do companheiro, não há infração. Isso é uma questão de princípio de arbitragem. Nesse ponto, no que vamos nos apoiar para anular a partida, é que não houve um erro de fato. Um erro de fato é quando há o direito de interpretação, quando um jogador estava com o pé na linha, houve a intenção ou não houve, a carga foi suficiente para derrubar o adversário. Nesse caso não há o que interpretar. É um caso absolutamente absurdo”, concluiu.

Presidente do Náutico rebate

Do outro lado, o presidente do Timbu, Edno Melo, fez troça das postura dos adversários. 

"O choro é livre! Deixa eles (Paysandu) reclamarem que a gente vai comemorar e pensar no jogo da semifinal, que é o primeiro objetivo que a gente alcançou. Agora vamos atrás do título, pois o Náutico está merecendo o título nacional nesse ano", afirmou Edno em entrevista ao Jornal do Comércio. 

“Na minha concepção foi pênalti. É um lance interpretativo e a maioria das pessoas vão dizer que foi e toda a torcida do Paysandu vai dizer que não foi. O Náutico foi muito prejudicado pela arbitragem. Se nós não tivéssemos feito uma pressão como a gente fez, as coisas poderiam ter saído diferente como foi contra o Bragantino-SP (2018), quando fomos prejudicados com dois gols e erros de arbitragem", completou.