Polícia

Pecuarista pode ter sido morto por arma de fogo; polícia já tem suspeitos

28/12/17 - 12h01
Arquivo

A documentação com informação sobre a arcada dentária do pecuarista Cristóvão Rodrigues, desaparecido desde o dia 03 de agosto, foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML). Uma ossada foi localizada ontem, na cidade do Pilar, dentro de e um veículo carbonizado que seria de propriedade de Cristóvão.  

Segundo o delegado Guilherme Iusten, que falou sobre o caso em coletiva na manhã desta quinta-feira, a arcada dentária é que irá confirmar oficialmente se o corpo é do pecuarista. Segundo a polícia, as investigações apontam que Rodrigues pode ter sido morto por disparo por arma de fogo. Restos do que pode ser um projétil foi encontrado no veículo carbonizado.

“Encaminhamos na manhã de hoje os laudos dentários, cedidos por familiares do Cristóvão, para o IML. Só após a identificação oficial, mesmo a família já tendo certeza de que se trata dele, poderemos afirmar isso. O crânio apresentava alguns implantes dentários e com a comparação com a documentação, isso poderá ser confirmado. As características apontam para disparo de arma de fogo, o que provocou esfacelamento do crânio, mas dependemos do laudo do IML. Ele [Cristóvão] andava armado, ele tinha porte de arma, e foi recolhido um material, provavelmente o projétil, que indica que a arma usada no crime seria a dele”, ponderou.

SUSPEITOS

O delegado afirmou que a polícia já tem suspeitos, mas que decidiu robustecer o inquérito para representar pela prisão preventiva das pessoas que podem ter cometido o crime.

“Fica a nosso critério representar pela prisão temporária, que tem um período, que no caso do crime vale por 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, ou pela preventiva em que a gente depende de um conjunto de provas mais robusto. Como se trata de um caso mais delicado, resolvemos esperar para que quando tivéssemos todos os dados representar pela prisão preventiva”, explicou.

LINHAS DE INVESTIGAÇÃO

O delegado evitou detalhar linhas de investigação, mas comentou que algumas possibilidades já foram descartadas. “Poderia haver a possibilidade de crime passional, mas também havia a possibilidade de outras várias linhas, algumas descartadas, como a possibilidade de dívida, uma vez que ele tinha uma vida financeira estável. Foi investigado, inclusive, a possibilidade de a vítima praticar agiotagem, mas não tivemos como provar esse fato”, esclareceu. 

O delegado informou ainda que não é possível estimar há quanto tempo o corpo estava naquele local. “Dependo do laudo que será produzido pela polícia. A gente sabia que se o corpo não fosse encontrado de outra maneira, quando chegasse à época da queimada das canas, encontraríamos o veículo, como ocorreu, mas eu dependo da perícia para apontar quando isso aconteceu”, concluiu.