Brasil

PF cumpre mandados em AL e outros estados contra corrupção no Ministério do Turismo e Sistema S

Com informações do G1 de Pernambuco | 19/02/19 - 07h56 - Atualizado em 19/02/19 - 08h24
PF cumpre mandado na Casa da Indústria, em Maceió

A Polícia Federal cumpre mandados em Alagoas e outros estados, nesta terça-feira (19), em uma operação nacional denominada Fantoche, que investiga um esquema de corrupção envolvendo um grupo de empresas sob o controle de uma mesma família que vem executando contratos por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões.

Na ação, que tem a colaboração do Tribunal de Contas da União, são cumpridos 10 mandados de prisão e outros 40 de busca e apreensão em Alagoas, Distrito Federal, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Segundo a PF, são investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

Em Maceió, a TV Pajuçara registrou o momento em que a PF cumpriu mandados na Casa da Indústria, na Avenida Fernandes Lima. Em Maceió, são cumpridos 2 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão temporária. Em Recife, houve movimentação da PF no Cais do Apolo. Havia também um carro da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pernambuco (OAB-PE).

213 policiais federais e 08 auditores do TCU cumprem ao todo 40 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão temporária.

Modus operandi do grupo

Os crimes investigados são fraude a licitação, associação criminosa, lavagem de dinheiro, crime contra a administração pública e lavagem de ativos, supostamente praticados desde 2002.

De acordo com a PF, o modus operandi empregado era sempre similar e, em resumo, consistia na utilização de entidades sem fins lucrativos para justificar celebração de contratos e convênios diretos com o Ministério do Turismo e Unidades do Sistema S, contratos estes, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e/ou com inexecução parcial, sendo os recursos posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial por intermédio de empresas de fachada. 

O sistema S inclui entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).

A 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados.