PF e Receita combatem fraude de R$ 86 bilhões em alfândega no Rio

Até o momento, 17 auditores e 8 analistas foram afastados dos cargos

Publicado em 28/04/2026, às 11h52
A associação criminosa investigada envolve importadores, despachantes e servidores públicos que atuam na facilitação de contrabando e descaminho. - Foto: Agência Brasil
A associação criminosa investigada envolve importadores, despachantes e servidores públicos que atuam na facilitação de contrabando e descaminho. - Foto: Agência Brasil

Por Agência Brasil

A Operação Mare Liberum, deflagrada pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal, visa combater um esquema de corrupção na alfândega do Porto do Rio, que movimentou R$ 86,6 bilhões em mercadorias entre julho de 2021 e março de 2026, com o pagamento de propinas significativas.

A investigação revela a participação de importadores, despachantes e servidores públicos na facilitação de contrabando e descaminho, com irregularidades na liberação de mercadorias e divergências entre produtos importados e declarados, sem o devido pagamento de tributos.

Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além do afastamento de 25 servidores públicos, enquanto a Receita Federal planeja ações para garantir a fluidez do comércio no Porto e revisar operações irregulares, com novos passos previstos para responsabilizar os envolvidos.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal, a Receita Federal e Ministério Público Federal deflagraram, nesta terça-feira (28), a Operação Mare Liberum para combater a corrupção na alfândega do Porto do Rio.

Segundo a Receita, o esquema envolveu a movimentação de R$ 86,6 bilhões em mercadorias, de julho de 2021 a março de 2026, com pagamento de dezenas de milhões em propinas.

A associação criminosa investigada envolve importadores, despachantes e servidores públicos que atuam na facilitação de contrabando e descaminho.

Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Vitória, no Espírito Santo, além do afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e oito analistas tributários, medidas de bloqueio de bens e restrições a atividades profissionais.

As investigações apontam a atuação de grupo estruturado na liberação irregular de mercadorias, com divergências entre produtos importados e declarados, sem o pagamento de tributos.

É a maior operação da história da Corregedoria da Receita Federal.  A investigação foi iniciada em 2022 a partir de controles internos da corregedoria e denúncias. Mais de 100 servidores da Receita e 200 policiais federais participam das diligências de hoje.

“A Receita Federal está estruturando imediatamente ações de apoio ao Porto do Rio de Janeiro para manter a fluidez do comércio, além se revisar as operações irregulares realizadas no período investigado”, diz o fisco.  

Novas medidas ocorrerão para responsabilização de quem pagou a propina.Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, entre outros.

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