Polícia

PM acusado de matar irmãos com deficiência e pedreiro é promovido a sargento

Redação TNH1 | 09/05/19 - 15h08 - Atualizado em 09/05/19 - 15h34
Irmãos foram mortos durante abordagem em 2016 | Arquivo TNH1

O cabo Johnerson Simões Marcelino, policial acusado de matar dois irmãos com necessidades especiais, além de um homem, em março de 2016, no Conjunto Village Campestre, na parte alta de Maceió, foi graduado a 3º sargento pelo Comando da Polícia Militar de Alagoas. A promoção foi publicada no Boletim Geral da PM na última terça-feira (07).

O policial comandava uma guarnição do 5º Batalhão que fazia rondas depois da morte de um policial civil, que teria sido reconhecido por um grupo de criminosos. Durante a patrulha, Josenildo Ferreira, 16 anos, e Josivaldo Ferreira, 18, foram assassinados e armas teriam sido colocadas na cena do crime para confirmar que os dois jovens teriam reagido à abordagem. Um pedreiro, identificado como Reinaldo da Silva, também foi atingido pelos tiros e morreu.

De acordo com o documento militar, a nova patente atende aos requisitos da Lei Estadual Nº 6.514/2004, que deve ser aplicada em situações especiais como a invalidez permanente, bravura e o tempo de serviço. O acusado teve ascensão na corporação por invalidez permanente. 

O TNH1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da PM para saber qual o motivo específico da promoção do militar. Até o momento, não obteve resposta.

Johnerson está preso preventivamente e o julgamento do caso em 1ª instância ainda aguarda o juízo de um recurso contra o pronunciamento do réu, sem data definida. 

Crime completou três anos 

A morte dos irmãos Josenildo e Josivaldo completou três anos no dia 25 de março deste ano. O juiz titular da 9º Vara Criminal de Maceió, Geraldo Amorim, que preside o julgamento, informou ao TNH1 que o caso aguarda uma decisão de um recurso impetrado pela defesa do réu.

Dois Habeas Corpus já foram impetrados pela defesa do militar, o primeiro de novembro de 2017 e o segundo de dezembro de 2018, mas ambos foram negados pelo Tribunal de Justiça de Maceió.